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Preço de papel não revestido tem queda no 4º trimestre

O preço do papel não revestido no mercado doméstico apresenta retração no quarto trimestre, de acordo com o presidente da Associação Nacional dos Distribuidores de Papel (Andipa), Andrés Romero. A projeção do executivo é de que os preços tenham caído até 7% nos últimos 60 dias, após apresentarem recuperação entre agosto e setembro, período de fortes vendas para o segmento.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

25 de novembro de 2009 | 17h06

O ajuste dos preços, segundo o executivo, reflete o aumento da oferta doméstica, causada pelo início das operações da fábrica da International Paper (IP), no primeiro trimestre de 2009, e pela desaceleração das vendas nos últimos meses do ano. Com a nova oscilação, o valor pago pelos distribuidores à indústria volta a ficar abaixo dos patamares vistos antes do agravamento da crise mundial, em setembro passado. "O preço no pré-crise estava entre 3% e 5% mais caro do que o atual", explica Romero, que participou hoje de encontro promovido pela International Paper (IP), maior empresa do País nesse setor e concorrente das brasileiras Suzano Papel e Celulose e Fibria.

Para o diretor comercial da IP, Nilson Cardoso, a queda dos preços é explicada pelo aumento das importações. "Há casos de clientes que nunca haviam importado e agora fizeram algumas compras no exterior", explica o executivo, que, no entanto, descarta queda de preços na magnitude projetada pela Andipa.

As importações de papel não revestido até agosto, segundo dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), cresceram 36% em relação a igual período de 2008, para 68 mil toneladas. A demanda doméstica, no mesmo período, está praticamente estável ante 2008. "Devemos fechar o ano próximo do zero, com alta de no máximo 1%", afirma Cardoso.

Para 2010, por outro lado, as perspectivas são mais positivas. "O setor deve apresentar crescimento semelhante ao desempenho do PIB", afirmou o diretor da IP, sem arriscar uma previsão para o desempenho da atividade econômica nacional.

Além de apostar no crescimento do Brasil, a IP também pretende avançar em outros mercados, principalmente nos demais países da América Latina. A região, segundo Nilson, apresenta demanda anual de aproximadamente 1,2 milhão de toneladas, semelhante à brasileira, mas tem aproximadamente um terço das vendas atendidas por papéis fabricados em outras regiões. Para o próximo ano, o objetivo da IP é viabilizar alternativas de logística e analisar estratégias de marketing para viabilizar a conclusão de novos negócios na região.

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