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Preço de produtos agrícolas puxou taxa maior do IGP-10

A combinação de uma forte aceleração nos preços dos produtos agrícolas (de 0,93% para 2,64%), e o fim da deflação nos preços dos produtos industriais (de -0,16% para 0,25%) no atacado, levou à taxa maior do IGP-10, que subiu 0,64% em agosto, ante alta de 0,22% em julho. A avaliação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.De acordo com ele, a aceleração do Índice de Preços por Atacado (IPA) - de 0,10% para 0,83% - foi a principal causa para a aceleração da taxa do IGP-10 - e, dentro do IPA, os preços dos produtos agrícolas responderam por grande parte da elevação de preços mais intensa medida pelo indicador do atacado. "Desse total de 0,83%, 0,64 ponto percentual foram originados da agricultura", afirmou o economista. Produtos que já estavam com aumento intenso na divulgação anterior intensificaram o patamar de elevação. É o caso de bovinos (de 3,56% para 7,15%) e aves (de 5,17% para 8,92%). Ele comentou que os preços dos produtos agrícolas já estavam subindo em divulgações anteriores dos IGPs. Entretanto, no IGP-10 de agosto, ocorreu uma mudança ante o resultado anterior do indicador: a movimentação nos preços dos produtos industriais. "Os preços dos produtos agrícolas foram os que mais puxaram o índice, mas os preços dos produtos industriais não ficaram parados. As matérias-primas brutas agropecuárias realmente dispararam, mas isso era uma coisa que já estava acontecendo", disse.CombustíveisO fim da deflação nos preços dos combustíveis e lubrificantes (de -1,38% para 0,33%) levou ao término na queda nos preços industriais - que saíram de uma queda de 0,16% para uma elevação de 0,25%, na passagem do IGP-10 de julho para o indicador de agosto, anunciado hoje. A informação é do coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros.Segundo ele, o principal fator que levou à essa mudança no comportamento dos preços dos combustíveis no atacado foi mesmo a aceleração nos preços de óleos combustíveis (de 0,23% para 4,45%). Quadros comentou que esse tipo de combustível é muito influenciado pela cotação do petróleo no mercado internacional - e que, nos últimos dois meses, o barril tipo brent tem se posicionado em um patamar bem elevado.O economista comentou ainda que os preços dos combustíveis e lubrificantes foram pressionados pelo enfraquecimento da deflação nos preços de álcool etílico hidratado (de -11,39% para -2,54%). Ou seja: a taxa do IGP-10, que estava sendo beneficiada pela continuidade na queda do preço desse combustível, perdeu um pouco dessa influência.

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

14 de agosto de 2007 | 14h09

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