Preço de siderúrgica subirá com melhor condição de trabalho

Siderúrgicas do Pará e do Maranhão se comprometeram hoje com o Ministério Público do Trabalho a reduzir o trabalho escravo nas usinas de carvão. O presidente da Associação das Siderúrgicas de Carajás, Ricardo Nascimento, e dirigentes de entidades de defesa das condições dignas de trabalho, como o Instituo Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, assinaram hoje uma carta-compromisso pelo fim do trabalho escravo na produção do carvão vegetal e pela dignificação e modernização do trabalho na cadeia produtiva do setor siderúrgico. Segundo Nascimento, o compromisso firmado hoje refletirá no preço do produto. Ele informou que atualmente uma tonelada do carvão vegetal custa US$ 120, incluído o transporte. "O Preço vai subir com as modificações das condições de trabalho", disse. Em 1999, contou Nascimento, foi assinado entre o Ministério Público do Trabalho e empresas no Maranhão um termo de ajuste de conduta. "Na época, o índice de formalidade de emprego neste setor era de praticamente zero. Atualmente é de cerca de 50%. Mas esta mudança teve um custo social de US$ 20 dólares por tonelada de ferro guza, que custa cerca de US$ 200 a tonelada.

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