Preço do álcool cai nas usinas, mas não chega ao consumidor

O preço do álcool chegou à quinta semana consecutiva de queda em São Paulo, indicou a pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP) da semana passada. O repasse às bombas, no entanto, ainda não reflete toda a redução de preços verificada nas usinas do Estado. Enquanto a ANP verificou uma queda de 0,85% no valor cobrado pela revenda paulista, as cotações no atacado caíram 7%, segundo levantamento do Centro de Pesquisa Econômica Aplicada (Cepea), da USP, feito no mesmo período. De acordo com a ANP, o preço médio do álcool em São Paulo na semana passada foi de R$ 1,732 por litro. No último mês, o produto acumula queda de 3%. Na média nacional, diz a agência, foi a primeira vez desde março que o litro do combustível custou menos de R$ 2, chegando a R$ 1,985. A queda acumulada nos postos nacionais, no entanto, é menor do que a registrada em São Paulo, onde o repasse é mais rápido devido à proximidade com as usinas. No Brasil, a queda acumulada foi de 1,2%. Nas usinas, o Cepea detectou a maior queda de preços desde o fim da crise do início do ano. Segundo o instituto, o litro do álcool hidratado fechou a semana a R$ 1,042. Já no caso do álcool anidro, que é misturado à gasolina, a redução ainda é lenta: de acordo com o Cepea, o litro do combustível caiu apenas 1,85% na semana passada, para R$ 1,184. Consumidores de gasolina O ritmo lento de queda no preço do álcool anidro prejudica os consumidores de gasolina, que ainda não sentiram os efeitos do início da safra de álcool. Segundo a ANP, o preço médio da gasolina no País vem oscilando em torno dos R$ 2,58 por litro no último mês. Já em São Paulo, o valor de venda do combustível gira em torno dos R$ 2,47 nas últimas semanas, sem grandes variações. Ontem, o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse esperar que os preços entrem em ritmo de queda acelerada com a chegada de álcool novo no mercado. A ANP, no entanto, detectou um aumento de R$ 0,05 (ou 2,4%) por litro na margem de lucro dos postos na última semana, indicando que parte do repasse foi absorvido pelos revendedores. A tendência, dizem empresários do setor, é que a concorrência ajude a forçar nova queda de preços nas próximas semanas.

Agencia Estado,

25 Abril 2006 | 19h15

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