Preço do álcool dispara na região Sudeste

O preço do álcool hidratado disparou nas bombas da região Sudeste, segundo o levantamento de preços dos combustíveis da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A pesquisa aponta um aumento de 4,5%, apenas na última semana, nos postos da região. No mês, a alta acumula 11%, porcentual maior do que o repasse feito aos preços da gasolina e do diesel, reajustados pela Petrobras no dia 10 de setembro. As distribuidoras dizem que estão apenas repassando os reajustes promovidos pelos produtores de álcool do interior de São Paulo. De fato, segundo o indicador da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (Esalq), o álcool hidratado nas usinas subiu 22,2% em setembro. O álcool anidro, por sua vez, subiu 20,7%, segundo a Esalq, o que deve se refletir no preço da gasolina nas próximas semanas.De acordo com a pesquisa da ANP, o preço médio do álcool hidratado no País ficou em R$ 1,365 por litro na semana passada, o que representa um aumento de 2,3% com relação à semana anterior. Houve queda de preços nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mas no Sul e Sudeste os preços subiram com o repasse do aumento nas destilarias paulistas, justificado pela proximidade do fim da safra de cana-de-açúcar.Na região Sul, a alta na última semana foi de 4,6%. No mês, acumula 6,4%, segundo a ANP. Desde o piso de preços no ano, em junho, o preço médio do combustível no Brasil já aumentou 12,3%, passando de R$ 1,215 para R$ 1,365 por litro.Gasolina e dieselA pesquisa da ANP não detectou variações nos preços da gasolina e do diesel na última semana. A gasolina fechou setembro com um preço médio nacional de R$ 2,427 por litro, o que significa um repasse de 8,4% desde o reajuste de 10% promovido pela Petrobrás nas refinarias. Já o diesel custava, em média, R$ 1,857 por litro na semana passada, valor 11,1% superior ao cobrado antes do reajuste.As distribuidoras alertam para o risco de novas altas no preço da gasolina, principalmente em Estados onde houve alteração na base de cálculo do ICMS. Segundo o vice-presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, apenas seis Estados não alteraram o valor de cálculo do imposto. No restante, a alta pode provocar repasse às bombas.

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