Preço do álcool recua após seis semanas de alta

Após seis semanas de alta, o preço médio do litro do álcool hidratado recuou 1,48% entre segunda-feira e esta sexta nas usinas paulistas. Já o valor médio do anidro caiu 0,37% nas unidades produtoras, interrompendo um cenário de alta que se repetia há duas semanas. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) divulgado nesta sexta-feira, o litro do hidratado, utilizado nos veículos a álcool e flexfuel, foi vendido, em média, a R$ 0,85517 nas usinas nesta semana, ante R$ 0,86799 na semana passada. Já o preço do anidro, misturado em 23% à gasolina, caiu de R$ 0,87787 para R$ 0,87458.De acordo com a equipe de pesquisadores do Cepea/USP, o cenário de queda nos preços do álcool já era esperado pelo mercado após as altas entre dezembro de 2006 e a primeira de 2007, quando a demanda pelo combustível normalmente é alta. Nesta semana, ainda segundo o Cepea/USP, o volume de negócios foi grande e as distribuidoras compraram volumes significativos de álcool, o que, entretanto, não pressionou os preços.Os valores médios do litro de álcool praticados são menores do que os verificados em igual período do ano passado nas usinas paulistas, que produziram 11 bilhões dos 17,2 bilhões de litros do combustível obtidos no Brasil durante a safra, ou 64% do total. Na segunda semana de janeiro de 2006, o valor médio do litro do álcool hidratado era cotado a R$ 1,02057, ou seja, hoje ele é 16,2% menor. Já o preço médio do álcool anidro, no mesmo período do ano passado, valia R$ 1,04780, e atualmente é 16,5% mais baixo.Os preços à época foram limitados ao máximo de R$ 1,05 em uma reunião entre usineiros e o governo federal, no dia 11 de janeiro de 2006. No encontro, que ontem completou um ano, as duas tentaram fixar esse valor como teto para o preço do combustível comercializado pelas usinas. O acordo fracassou e, entre fevereiro e abril do ano passado, os preços do combustível dispararam com a iminente crise de desabastecimento e só recuaram após a pressão da oferta no início da safra 2006/2007 de cana-de-açúcar no Centro-Sul.

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