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Preço do álcool sobe 9,21% e impede inflação menor em SP

Elevação no preço do combustível representa sozinha 0,05 ponto porcentual (41,45%) de toda a taxa do IPC

Flavio Leonel, da Agência Estado,

09 de outubro de 2009 | 15h16

O preço médio do álcool combustível ficou ainda mais alto nos postos da capital paulista no início de outubro, conforme levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Na primeira quadrissemana do mês (últimos 30 dias encerrados em 7 de outubro), o álcool avançou expressivos 9,21% ante variação de 5,22% observada no fechamento do mês de setembro.

 

Segundo a Fipe, além de permanecer em alta na capital paulista desde a metade do mês de julho, o álcool impediu que a taxa de inflação do município apresentasse variação ainda menor que a divulgada hoje pelo instituto na primeira medição de outubro do IPC. A elevação no preço do combustível representou sozinha 0,05 ponto porcentual (41,45%) de toda a taxa do IPC da primeira quadrissemana, que foi de 0,12%, a menor desde a segunda quadrissemana de novembro de 2007, quando o indicador variou 0,05%.

 

De acordo com os especialistas do mercado financeiro e a própria Fipe, entre os motivos para a permanência do álcool no terreno de altas neste segundo semestre estão as exportações brasileiras de açúcar em maior quantidade, em função do período de quebra de safra na Índia. Como açúcar e álcool são derivados da cana-de-açúcar e houve uma necessidade maior da venda ao exterior do primeiro produto, o valor do álcool sofreu a influência de alta semelhante à observada no açúcar no mercado interno recentemente. Outro detalhe importante para o aumento do preço do combustível é a redução na oferta, em virtude das chuvas atípicas do final de setembro, que paralisaram a moagem da cana-de-açúcar e a produção de etanol.

 

O coordenador do IPC da Fipe, Antonio Evaldo Comune, informou que, como a gasolina utiliza em sua mistura uma porcentagem de álcool, também permanece em alta, apesar de bem mais amena. Na primeira quadrissemana de outubro, a gasolina avançou 0,50% ante variação semelhante, de 0,51%, no final de setembro.

 

Segundo Comune, apesar de ainda vantajosa, a opção pelo consumo do álcool em relação à gasolina começa a entrar numa fase de análise mais delicada. "A relação entre os preços destes combustíveis já começa a ficar perigosa, batendo nos 60%. Se chegar a 70%, aumenta o sinal de alerta", disse, referindo-se ao nível considerado máximo para o álcool permanecer economicamente viável, em função de sua menor eficiência energética em relação à gasolina. "No fechamento de setembro, essa relação estava em torno de 55%, mas, com estes primeiros números, já está perto dos 60%", complementou.

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