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Preço do álcool sobe até 18% em postos do interior de SP

Aumento sinaliza que os preços nas usinas vão ter novas altas nesta semana, com o início da entressafra

GUSTAVO PORTO E CHICO SIQUEIRA, Agencia Estado

08 de novembro de 2007 | 14h06

Apesar de um aumento de 8,13% nas destilarias, na semana passada, o preço do litro do litro do álcool hidratado foi reajustado em até 18,18% aos consumidores do Estado de São Paulo nesta semana. Nesta quinta-feira, 8, os postos de Ribeirão Preto (SP) reajustaram o preço do litro do combustível, utilizado em carros flex ou a álcool, de R$ 1,10 para R$ 1,30. No início da semana, em Campinas, os preços saltaram 10%, de R$ 1 para R$ 1,10. Em São José do Rio Preto subiram 17%, para R$ 1,17 e, em Araçatuba, onde os reajustes já ocorrem há mais de uma semana, o preço ainda está entre R$ 1,18 e R$ 1,20. De acordo com o diretor regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), Renê Abbad, o reajuste no álcool ocorrido em Ribeirão Preto é fruto dos repasses feitos após altas consecutivas desde a última semana por parte das distribuidoras.  "Desde segunda-feira da semana passada ocorrem altas diárias nos preços do combustível que chega para nós", afirmou Abbad. A mesma justificativa foi dada pela assessoria do Sindicato dos Proprietários de Postos de Combustíveis de Campinas e Região. Ainda segundo o diretor do Sincopetro, o aumento sinaliza que os preços do combustível nas usinas vão ter novas altas nesta semana, com o início da entressafra e com muitas unidades sem poder produzir em virtude das chuvas, que inviabilizam o corte de cana. Nesta sexta, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), divulga o levantamento semanal com os preços praticados entre usinas e distribuidoras. Já o preço da gasolina, mesmo com o aumento de 6,69% no preço do anidro, não foi reajustado pelos postos de combustíveis e segue entre R$ 2,40 e R$ 2,50. O álcool anidro é misturado em 25% da gasolina comercializada nos postos. Segundo Abbad, o reajuste na gasolina ainda não ocorreu porque os proprietários dos postos optaram por não repassar ainda o aumento, entre R$ 0,03 e R$ 0,04, no preço do combustível vendido pelas distribuidoras.

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