Preço do aparelho celular pode subir

As operadoras de telefonia celular estão reduzindo os subsídios que vinham dando nos aparelhos, o que pode elevar os preços para o consumidor. É impossível fazer cálculos precisos do impacto dessa mudança, mas emalguns Estados o aparelho já está mais caro.Na área de operação da Tele Celular Sul - Paraná e Santa Catarina -, o modelo mais barato do aparelho pré-pago custava no ano passado cerca de R$ 200, com subsídio de R$ 60, segundo a empresa. O subsídio médio que a operadora praticava nos diversos modelos era de R$ 80. A Tele Celular Sul decidiu extinguir os subsídios a partir de abril, mas eles vinham sendo reduzidos desde outubro. Embora cortem os subsídios diretos, as operadoras de telefonia celular tendem a dar compensações aos clientes no uso do aparelho. A Telesp Celular, por exemplo, que pratica subsídios baixos, de cerca de R$ 20, segundo assessoria da empresa, oferece compensações em créditos para o usuário do pré-pago. Um dos modelos do serviço pré-pago da Telesp Celular custa R$ 199 mais seis parcelas de R$ 25, que são pagas nas recargas de créditos de R$ 50. Esse parcelamento pode se extender por um ano e meio, considerando uma recarga a cada três meses. O aparelho sai por quase R$ 350, mas tem subsídio indireto da operadora.No caso da BCP, que concorre com a Telesp Celular na região metropolitana de São Paulo, o aparelho mais barato custa R$ 199. Os preços vêm caindo desde maio do ano passado, mas o nível de subsídio é alto, cerca de R$ 120 no modelo mais barato, que sairia para o consumidor por R$ 340. A estratégia da BCP agora, como das outras operadoras em todo o País, é cortar subsídios para aumentar as margens operacionais.

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