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Preço do biodiesel deve 'ter ajustes', diz diretor da ANP

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, admitiu hoje que o preço do biodiesel deve subir nos próximos leilões que serão realizados pela agência, a partir de meados de novembro. "O preço terá que ter ajustes, em função da alta do óleo de soja", afirmou. A ANP vai leiloar 1,2 milhão de litros de biodiesel para atender à demanda esperada para o ano que vem, quando o produto passa a ser obrigatório, e marcou para o dia 22 audiência pública para discutir as regras da concorrência.A disparada da cotação do óleo de soja é apontada como um dos motivos para a reduzida entrega do biodiesel comprado pelas refinarias da Petrobras nos leilões realizados pela agência entre 2005 e 2006. Até agora, apenas 40% dos 840 milhões de litros contratados foi entregue. Na época do primeiro leilão, quando o biodiesel foi vendido a R$ 1,80, a tonelada do óleo de soja em São Paulo custava em torno de R$ 1,1 mil. Em agosto deste ano, a cotação chegou a R$ 1,8 mil."O produto não foi entregue por causa do preço", afirmou Lima. A ANP acrescenta que houve também problemas de comissionamento de algumas usinas. A agência estuda uma maneira de impedir que os produtores inadimplentes participem dos próximos leilões. E pretende colocar preços mais realistas, que prevejam as oscilações do mercado de grãos. Para distribuidores de combustíveis, as altas cotações dos óleos vegetais devem ter pouco impacto para o consumidor comum, uma vez que o biodiesel representará, neste primeiro ano, apenas 2% do diesel vendido nas bombas.

NICOLA PAMPLONA, Agencia Estado

10 de outubro de 2007 | 19h06

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