Preço do botijão de gás pode ter aumento médio de R$ 0,50, afirma Parente

Preço do botijão de gás pode ter aumento médio de R$ 0,50, afirma Parente

Petrobrás vai passar a cobrar das distribuidoras pelo uso de tanques e dutos, mas executivo diz esperar um reajuste 'contido'

Fernanda Nunes, Luana Pavani, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2016 | 14h11

O presidente da Petrobrás, Pedro Parente, disse esperar que a reação das distribuidoras de GLP (popularmente, conhecido como gás de botijão) à revisão dos contratos de fornecimento do combustível seja "contida". Até então, a Petrobrás não cobrava de todas as distribuidoras o uso de tanques e dutos. Agora, decidiu rever os contratos, o que deve significar um custo extra para os clientes que perderam o subsídio de R$ 0,50, em média, "ou até menos", segundo Parente.

A expectativa do executivo é de que as distribuidoras repassem aos consumidores apenas o aumento de custo relativo ao fim do subsídio pelo uso de infraestrutura logística. Parente lembrou que os preços da gasolina e do óleo diesel caíram na refinaria recentemente, mas que o consumidor não foi imediatamente beneficiado.

O executivo negou que os preços do GLP tenham subido nas refinarias. "A tabela é a mesma. Só estamos eliminando subsídios cruzados. O objetivo é criar um ambiente propício ao investimento", disse Parente, após participar de cerimônia de despedida de Magda Chambriard da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 

Mais cedo, a Petrobrás informou, por meio nota, que alterou os contratos de fornecimento de GLP com distribuidoras, mas ressalta que não fez qualquer mudança na tabela de custos, que "continua tendo a mesma tarifação".

Segundo a estatal, a alteração nos contratos foi feita "para melhor refletir custos de logística que tipicamente deveriam por elas ser cobertos, mas que eram suportados pela companhia. Na prática, está se reduzindo subsídios às distribuidoras de GLP." Ainda na nota, a Petrobrás diz que esse movimento é semelhante ao realizado há dois anos para os contratos de fornecimento de diesel e gasolina.  

No caso do botijão residencial, de 13 quilos, o impacto estimado sobre os preços é de R$ 0,20 por unidade, em média nacional. Ainda segundo cálculos internos, "o impacto máximo, desconsiderando a média nacional, não ultrapassará R$ 0,70 por botijão nos preços cobrados pela Petrobrás às distribuidoras", diz a nota.  

A empresa lembra que a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de derivados e que "as revisões feitas pela Petrobrás nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor." Ressalta ainda que "não tem qualquer ingerência na precificação final adotada por distribuidoras e revendedores de combustíveis".

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