Preço do cacau recua com aversão ao risco nos mercados

Cenário: Paula Moura

O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2012 | 03h10

Investidores embolsaram lucros e pressionaram as cotações do cacau ontem na Bolsa de Nova York. Os contratos do produto para entrega em dezembro fecharam em queda de 2,18%, a US$ 2.380 por tonelada. Preocupações com o clima seco na África Ocidental e conflitos políticos na Costa do Marfim haviam sustentado uma alta dos preços da commodity nos últimos dias. O nível elevado dos preços estimulou as vendas. O analista Boyd Cruel, da corretora Vision Financial, disse à agência Dow Jones que os preços da amêndoa devem oscilar entre US$ 2.380 e US$ 2.500 por tonelada até outubro, quando a safra principal da África Ocidental começa a chegar aos portos. A oferta maior tende a pesar nas cotações.

O mercado de cacau não foi o único que registrou esse movimento de realização de lucros. Durante a maior parte do dia, investidores ficaram na expectativa por novidades sobre medidas de estímulo à economia nos Estados Unidos e na Europa. O sentimento de aversão ao risco dominou o cenário econômico e pressionou a maioria das commodities agrícolas durante o dia de ontem.

Os preços do milho na Bolsa de Chicago encerraram em baixa, após altas sucessivas devido à prolongada estiagem que atinge a maior parte dos Estados Unidos. Além disso, pesquisadores visitaram lavouras no Meio-Oeste do país e, em algumas áreas, encontraram uma produtividade maior do que era esperado. O contrato do milho para entrega em dezembro caiu 0,48%. A soja também recuou, depois de atingir níveis recordes de preços na véspera.

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