Coluna

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Preço do café cai com ampla safra no Brasil

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2012 | 03h07

Os preços internacionais do café caíram ontem na Bolsa de Nova York, com a expectativa de uma safra recorde no Brasil, estimada em cerca de 55 milhões de sacas. O País é o maior produtor mundial da commodity. No entanto, o dia teve poucos negócios, pois participantes aguardam um direcionamento mais claro do mercado e, neste momento, os especuladores são os investidores mais ativos. Os contratos do café para entrega em julho caíram 0,51%, para 175,85 centavos de dólar por libra-peso. Neste ano, os preços do café já recuaram 24%, mas alguns analistas acreditam que devem se manter acima de 150 cents/lb. Ontem, o executivo-chefe da companhia Pacific Coffee, Raymond Tong, de Hong Kong, declarou em conferência que a forte demanda por grãos de qualidade pode sustentar as cotações, mesmo que a colheita brasileira amplie a oferta global. Ele mencionou como grandes consumidores emergentes o próprio Brasil, a Índia e a China.

As cotações do açúcar também tiveram queda ontem, e ainda mais expressiva. Os contratos com vencimento em julho recuaram 2,52%, para 21,25 centavos de dólar por libra-peso. Analistas disseram que, assim como no caso do café, há muita especulação sobre a oferta no mundo. Apesar da seca no Brasil, outros países como Tailândia e Índia devem registrar grande produção de açúcar. Apenas na Tailândia, espera-se aumento de 6,2% neste ano.

Em Chicago, os grãos oscilaram nos dois sentidos, mas a restrição da oferta de curto prazo permitiu avanços. O trigo avançou 1,44%, milho subiu 1,08% e a soja, 0,29%.

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