Preço do etanol cai em 18 Estados e no DF e sobe em seis

Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros caíram em 18 Estados e no Distrito Federal, subiram em seis e permaneceram estáveis no Amapá e em São Paulo durante a semana encerrada em 7 de setembro, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No período de um mês, os preços do etanol caíram em 22 Estados e no Distrito Federal e subiram em outros quatro.

JOSÉ ROBERTO GOMES, Agencia Estado

09 de setembro de 2013 | 13h05

Em São Paulo, principal Estado consumidor, as cotações permanecem em R$ 1,731 o litro. No período de um mês, acumulam queda de 0,57%.

Na semana, a maior queda foi registrada no Maranhão (-1,54%), enquanto que a maior alta ocorreu no Rio Grande do Norte (+0,53%). No mês, os preços subiram mais no Amapá (+0,74%) e as principais quedas, no Paraná e em Santa Catarina (-1,23%).

No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,279 o litro, no Estado de São Paulo, e o máximo foi de R$ 3,020/litro, no Rio Grande do Sul. Na média, o menor preço foi de R$ 1,731 o litro, em São Paulo. O maior preço médio foi verificado em Roraima, a R$ 2,758 o litro.

Competitividade

Na semana, os preços do etanol nos postos de combustíveis seguem competitivos em relação à gasolina apenas em Goiás, Mato Grosso, Paraná e São Paulo, segundo dados da ANP, compilados pelo AE-Taxas. Nos demais 22 Estados brasileiros e no Distrito Federal, a gasolina está mais competitiva.

Segundo o levantamento, o preço do etanol em Goiás equivale a 64,81% do da gasolina. Em Mato Grosso, a relação está em 65,50%; no Paraná, em 66,43%; e em São Paulo, em 64,02%. A gasolina está mais vantajosa principalmente em Roraima, onde o etanol custa o equivalente a 91,51% do preço da gasolina.

O preço médio da gasolina em São Paulo está em R$ 2,704 o litro. Na média da ANP, o preço do etanol no Estado ficou em R$ 1,731 o litro.

Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso sobre a gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor a etanol é de 70% do poder dos motores a gasolina. Entre 70% e 70,50%, é considerada indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque.

Tudo o que sabemos sobre:
etanolpreçoEstadosANP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.