Preço do etanol terá queda mais forte em maio, diz secretário da Fazenda

Para Gilson Bittencourt, período crítico da oferta do produto está perto do fim 

Célia Froufe, da Agência Estado,

28 de abril de 2011 | 14h19

O secretário-adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, previu nesta quinta-feira, 28, que o preço do etanol apresentará queda mais forte no próximo mês. "Estamos no final do período crítico da oferta do produto", disse. Segundo o secretário, quase todas as usinas estão em atividade. "É muito mais questão de timing, de logística, de fazer o produto chegar aos postos", avaliou.

Bittencourt relatou que, em encontro ontem com representantes da União da Indústria de Cana de Açúcar (Única), houve a garantia por parte dos produtores de que a tendência é "só de queda". A tendência, conforme o secretário, é a de que o preço do álcool hidratado se aproxime do patamar de 70% do preço da gasolina em maio.

Bittencourt argumentou que houve uma demora "muito maior" do que em anos anteriores para o consumidor migrar do álcool para gasolina, quando a trajetória de alta dos preços teve início. Por isso, segundo ele, a tendência é a de que retorno demore também. Para o secretário, no entanto, não há segredo no comportamento dos preços: "Se não cair, não vai vender álcool", resumiu.

O raciocínio de Bittencourt é o de que, no período de entressafra, a manutenção dos preços altos se justifica pela falta do produto, mas que em períodos de oferta, os produtores precisam vender. "Na medida em que começa a haver mais oferta de álcool, menor é a demanda por gasolina. Com isso, também diminui a demanda por álcool anidro (que compõe 25% do litro do combustível derivado do petróleo) e isso tende a baixar esse preço e consequentemente do da gasolina. Quando a gasolina cai, o álcool vem junto", disse. O tempo e a velocidade de queda em função da substituição, no entanto, dependerá de cada Estado, na opinião do secretário. 

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