Preço do gado começa a cair no Brasil, diz JBS

Exportações de carne, que caíram 30% noprimeiro trimestre, já estão em recuperação, afirma Wesley Batista

Reuters

15 Maio 2015 | 02h03

A brasileira JBS, maior produtora de carnes do mundo, avalia que os preços do gado no Brasil, em patamares recordes, já começaram a arrefecer, enquanto as fracas exportações de carne bovina no primeiro trimestre já estão se recuperando.

Segundo o presidente da JBS, Wesley Batista, a unidade de carne bovina do Brasil teve um primeiro trimestre "bastante desafiador", com os preços "firmes" do gado e exportações caindo a uma taxa de cerca de 30% nos primeiros meses do ano, com a queda do petróleo afetando economias de importantes clientes, como a Rússia. Segundo ele, isso gerou um "pressão nos preços internacionais" e também uma "sobre oferta" no mercado brasileiro.

Mas Batista vê uma mudança de cenário nos próximos meses, ante uma condição da arroba bovina em níveis recordes de cerca de R$ 150 em São Paulo, com preços impulsionados, em parte, pela baixa disponibilidade de gado para o abate, após o tempo seco afetar as pastagens. "Temos visto um arrefecimento nos preços de gado e recuperação nas exportações", disse Batista, em teleconferência sobre os resultados da empresa.

A JBS teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da unidade Mercosul, que inclui o Brasil, 36,8% menor no primeiro trimestre, para R$ 376,4 milhões. Já o lucro líquido total, incluindo operações nos EUA, Austrália, Argentina, atingiu R$ 1,4 bilhão, enquanto a receita líquida disparou para R$ 33,8 bilhões.

O empresário lembrou que a companhia vem adotando desde o início do ano passado uma estratégia de hedge cambial. Segundo ele, com a perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos e os desafios na economia brasileira, "a JBS entende que não é a melhor política ter exposição à moeda norte-americana".

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