Preço do gás de cozinha não cairá em maio, diz diretor da Petrobras

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Rogério Manso, descartou a possibilidade de ocorrer redução no preço do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), o gás de cozinha, no mês de maio ? ao contrário do que esperavam as federações de revendedores e distribuidores. Segundo afirmou Manso em entrevista à Agência Estado o preço do combustível no mercado doméstico não repôs integralmente as altas do período. "O preço no mercado interno ainda está mais baixo do que no mercado internacional", explicou, sem dar maiores detalhes do porcentual de fiderença do preço. "Não podemos revelar o valor do contrato", disse.(Hoje, a ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, disse que não há previsão para queda do preço do gás.)Segundo Manso, a Petrobras vinha repassando aos distribuidores índices menores de reajuste a cada dia 30 de cada mês para "preservar o consumidor". "Todos os dias 30 houve um reajuste, mas este mês isso foi suspenso", afirmou. O diretor de abastecimento disse ainda que uma nova política para o preço do GLP está sendo discutida no Ministério de Minas e Energia. A expectativa de redução no preço do GLP se manteve entre os representantes do setor ainda ontem, mesmo após o anúncio dos reajustes feitos pelo presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, que excluíam o combustível. O diretor da Federação dos Revendedores de Gás (Fergás), Álvaro Chagas, chegou a afirmar que "com certeza o reajuste sairia até amanhã (hoje)". "É um compromisso da Petrobras em repassar a diferença do preço internacional para as distribuidoras e no mês que passou verificamos uma queda no valor do câmbio que também tem que ser repassada para o consumidor. Acreditamos que somente esta valorização do real sobre o dólar já justifique uma redução no preço do produto", afirmou.

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