Preço do gás importado da Bolívia não será afetado agora

O preço do gás natural importado pelo gasoduto Brasil-Bolívia não será afetado, neste momento, pelo aumento da tributação do gás produzido na Bolívia, segundo o presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra. Ele disse que os contratos de comercialização são separados dos de produção e lembrou que, no ano passado, o Brasil já havia solicitado a revisão qüinqüenal dos contratos, com o objetivo de reduzir preços. A negociação acabou sendo paralisada em função dos conflitos políticos na Bolívia. Perto de um terço do gás importado é produzido pela própria Petrobrás, segundo Dutra. Neste momento, a prioridade da empresa é discutir os contratos de produção, que terão que ser revistos no prazo de 180 dias, como determina a nova lei, que elevou para 50% a tributação (18% de royalties e 32% de impostos). Dutra disse que ainda há muitas dúvidas sobre a nova lei e que ainda falta a sua regulamentação. A Petrobrás tem US$ 1 bilhão investido na Bolívia, mas apenas US$ 250 milhões são nos campos de exploração e produção. Em refinarias, a empresa investiu US$ 100 milhões, e no Gasbol foram investidos US$ 400 milhões. O restante está espalhado em outras atividades. A receita da Petrobrás na Bolívia representa apenas 1,5% da receita total da companhia. Segundo Dutra, "a situação da Petrobrás naquele país é menos desconfortável que a de outras empresas", que têm uma dependência maior das atividades na Bolívia, em relação a receitas e reservas.

Agencia Estado,

20 Maio 2005 | 20h46

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