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Preço do gás vai subir de 15% a 25%, diz Petrobrás

O preço do gás natural de produção nacional terá um aumento real entre 15% e 25%. A informação é da diretora de Gás e Energia da Petrobrás, Graça Foster, que no entanto não adiantou a partir de quando será elevado o preço. O aumento, segundo ela, será diluído entre os setores. A diretora da Petrobrás também afirmou que a estatal vai negociar com cada uma das distribuidoras o aumento do preço. Segundo Graça Foster, mais do que uma medida para desestimular o consumo, o aumento é necessário para garantir os investimentos da Petrobrás no aumento de suas reservas de gás."Hoje é mais do que sabido que o preço do gás se encontra descolado do preço do petróleo internacional", disse Graça. "Os custos são imensos na exploração e achamos como mais do que devido um aumento real sobre o preço nesta hora, decorrente da necessidade que temos de continuar a buscar novas reservas e também para financiar nossa expansão de transporte e logística." Segundo ela, "é necessário que haja remuneração para que os investimentos ocorram de forma continuada."SÃO PAULOA redução de fornecimento de gás natural para sete grandes consumidores industriais de São Paulo será suspensa no fim de semana. A informação é do diretor vice-presidente da Comgás, Sérgio Luiz da Silva. Desde o dia 30, a Petrobrás reduziu em 700 mil metros cúbicos de gás por dia a entrega para a distribuidora paulista. A concessionária teve de negociar o corte com alguns grandes consumidores. "Quando acertamos essa redução com a Petrobrás, ficou definido que duraria 15 dias." A restrição em São Paulo e no Rio de Janeiro foi uma imposição do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O baixo nível dos reservatórios elevou os preços da energia hidráulica. Como o critério que determina a geração elétrica é o preço, o valor do megawatt/hora das termoelétricas ficou mais baixo, o que tornou essas usinas prioritárias. A Petrobrás é obrigada a fornecer o gás para a geração térmica. Por isso, parte do volume teve de ser desviada de um mercado para outro. COLABOROU AGNALDO BRITO

Kelly Lima, RIO, O Estadao de S.Paulo

09 de novembro de 2007 | 00h00

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