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Preço do GNL dificulta compras da Petrobrás

O preço futuro do gás natural liquefeito (GNL) tem sido um complicador na negociação da Petrobrás para a aquisição do combustível para suas unidades de regaseificação, previstas para entrar em operação a partir de maio de 2008. A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster, admitiu que essa indefinição no preço inibe os potenciais fornecedores a assinarem contratos.O GNL é a alternativa encontrada para atender ao ritmo de crescimento de demanda por gás. Com duas unidades de regaseificação, uma na Baía da Guanabara (RJ) e outra em Pecém (CE), a estatal prevê o fornecimento de mais 20 milhões de metros cúbicos (m³) por dia. "O valor do gás natural não tem acompanhado a mesma proporção dos preços internacionais do barril de petróleo. As curvas de preços dos combustíveis estão muito deslocadas. Isso tem sido uma dificuldade para que a gente negocie as cargas, porque todo mundo quer ganhar dinheiro, todo mundo quer minimizar os riscos."A executiva lembrou que o Brasil só passaria a receber o GNL importado a partir de maio de 2008, quando fica pronta a primeira unidade de regaseificação do País, na Baía da Guanabara. A licença de instalação foi concedida ontem pelo governo do Rio. Foram adicionadas 43 condicionantes que a Petrobrás terá de cumprir para instalar a unidade, com capacidade para regaseificar 14 milhões de m³ por dia.A diretora descartou atraso no cronograma de operação dessas unidades. "Estamos fazendo reuniões sistemáticas para garantir o cumprimento dos prazos, e hoje não vemos nenhum motivo para não acreditar nesses cronogramas." Além disso, ela comentou que, apesar da elevada demanda pelo combustível projetada para o próximo ano, a Petrobrás confia na segurança da entrega. Segundo o analista de gás natural da Agência Internacional de Energia, Hiroshi Hashimoto, a região banhada pelo Oceano Atlântico terá uma oferta de GNL quatro vezes maior nos próximos quatro anos. Apesar de o principal comércio de GNL ter ocorrido até 2006 no Pacífico, o número de investimento em novas unidades de liquefação previsto para ocorrer nos países voltados para o Atlântico pode até igualar ambos os mercados em volume de negócios. Hashimoto afirmou ainda que esse aumento na oferta fez com que até mesmo as projeções da AIE para os preços fosse afetada. Até abril deste ano, a agência projetava um custo de US$ 16 por milhão de BTUs (unidade térmica que mede o poder calorífico do gás) até o fim deste ano para o GNL. Porém, o valor deve ficar entre US$ 8 e US$ 10, disse Hashimoto.

Kelly Lima, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2007 | 00h00

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