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Preço do petróleo bate novo recorde

Contratos foram fechados por US$ 81,51 após decisão do Fed

Dow Jones Newswires, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2019 | 00h00

Os contratos futuros de petróleo fecharam com preço acima de US$ 81,00 o barril pela primeira vez, depois de o Federal Reserve (Fed) anunciar o corte de 0,50 ponto porcentual em suas taxas de juros. A razão foi a especulação de que o Fed faria um corte superior ao que parte de Wall Street esperava. Os preços chegaram a US$ 82,16 nas transações eletrônicas pós-fechamento do pregão regular.Os contratos para outubro subiram US$ 0,94 (1,2%), para US$ 81,51 o barril em Nova York (Nymex), recorde para o primeiro contrato futuro. Os futuros subiram 17% nas últimas quatro semanas e fecharam em recorde em quatro dos cinco últimos pregões. O tipo Brent para novembro subiu US$ 0,61, para US$ 77,59, na ICE eletrônica.O corte nos juros dá suporte ao aumento de preços do petróleo porque é positivo para o crescimento econômico e, portanto, para a demanda por energia. E também pressiona o dólar, o que geralmente impulsiona o preço do petróleo, denominado em dólar, tornando-o mais barato, em termos relativos, para detentores de outras moedas. O dólar atingiu recorde de baixa em relação ao euro depois da decisão do Fed.''''Os preços podem, agora, subir para US$ 85,00 o barril, prevê Phil Flynn, analista e corretor da Alaron Trading Corp em Chicago. Os negociadores podem temer que ''''a economia tenha problemas maiores que o mercado esperava'''' uma vez que o Fed cortou 0,50 ponto, em vez do esperado 0,25.O petróleo também avança com as previsões de contínua redução nos estoques do Departamento de Energia. Os dados serão divulgados amanhã. Acredita-se que os estoques de petróleo vão cair 1,5 milhão de barris, para 321,1 milhões de barris na semana encerrada em 14 de setembro, segundo a previsão média dos analistas ouvidos pela Dow Jones. Se a queda se confirmar, será a décima em 11 semanas e um declínio de 10% no período.Os estoques de gasolina devem cair 1,3 milhão de barris, segundo a pesquisa, enquanto, para os destilados, que incluem óleo de calefação e diesel, espera-se aumento de 1,1 milhão de barris nos estoques. O uso das refinarias deve recuar 0,5 ponto, para 90% da capacidade, de acordo com os entrevistados.Analistas do Goldman Sachs, que é um grande negociador de energia, elevaram, na segunda-feira, a previsão do preço do petróleo para o fim de ano para US$ 85, de US$ 72 o barril, e introduziram um preço médio de US$ 85 na previsão para o próximo ano. Os analistas prevêem que os estoques vão cair a ''''níveis críticos'''' no inverno do hemisfério Norte. A gasolina Rbob subiu 1,61 cents (0,8%), para US$ 2,0603 o galão. O óleo de calefação subiu 0,6%, para US$ 2,2423, novo recorde em fechamento.

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