Sergei Karpukhin|Reuters
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Petróleo fecha sem direção única, com reação da UE a sanções contra o Irã no radar

Preço do petróleo tipo Brent chegou a superar a marca dos US$ 80 pela manhã, renovando máxima de 2014, mas perdeu força com a possibilidade de a União Europeia pôr em curso processo que proibiria empresas e tribunais do bloco de cumprir as sanções de Washington contra Teerã

Nicholas Shores, O Estado de S.Paulo

17 Maio 2018 | 11h35

Os preços de petróleo fecharam sem direção única nesta quinta-feira, 17, à medida que investidores colocaram na balança diferentes sinalizações sobre os efeitos sobre a commodity da reinstauração de sanções dos Estados Unidos contra o Irã após a saída americana do acordo nuclear internacional com esse país.

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Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI para junho fechou estável, a US$ 71,49. Já o petróleo Brent para entrega em julho comercializado na Intercontinental Exchange (ICE) teve alta de 0,03%, a US$ 79,30 o barril, após tocar a máxima de US$ 80,50 ao longo da sessão.

A parte final da sessão desta quinta-feira transcorreu sob a influência da repercussão na mídia internacional da possibilidade de a União Europeia pôr em curso um processo que proibiria empresas e tribunais do bloco de cumprir as sanções de Washington contra Teerã. A notícia fez os contratos em ambos os lados do Atlântico desacelerarem a alta consistente sustentada até então, levando a cotação do petróleo WTI a virar para o campo negativo.

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Houve, assim, uma reversão do movimento ascendente observado na metade inicial da sessão, cujo fôlego derivava do anúncio por diversas companhias europeias de que planejam retirar seus negócios do Irã à luz das punições econômicas de Washington. Na avaliação da analista Amrita Sen, da Energy Aspects, se as empresas do bloco europeu removerem investimentos do país persa, Teerã não verá mais sentido em se ater ao acordo nuclear.

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Além disso, no noticiário setorial, o ministro de Petróleo e Gás Natural da Índia, Dharmendra Pradhan, afirmou pelo Twitter que, em conversa com seu homólogo na Arábia Saudita, Khalid Al-Falih, manifestou "preocupação sobre os preços ascendentes de petróleo bruto e seu impacto negativo sobre consumidores e a economia indiana". "Reiterei a necessidade por preços (...) estáveis e moderados", escreveu Pradhan.

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Com todos esses fatores na balança de investidores, prevaleceu ligeiramente o impulso de alta do risco geopolítico e, também, dos dados que mostraram ontem redução dos estoques de petróleo nos Estados Unidos e nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

"As sanções ao Irã mantêm a incerteza e o nível de barulho elevados, mas o risco de uma ruptura da oferta (global) parece pequeno. Mantemos uma visão neutra para o petróleo e vemos riscos grandes tanto de alta quanto de baixa no curto prazo", escreve o chefe de pesquisa de commodities do Julius Baer, Nobert Rücker. /COM DOW JONES NEWSWIRES

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