Preço do petróleo é único fator de risco para inflação

A alta do preço do petróleo no mercado internacional é o único fator de risco para a inflação até o final do ano, na opinião do coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, Paulo Picchetti. De acordo com ele, sua preocupação em relação à commodity só não é pior porque o câmbio tem favorecido parte da diferença entre os preços praticados no Brasil e no exterior. "Ao contrário de 2004, existe hoje a valorização do real, o que tem contribuído com este ponto. Mas seria uma outra história se o dólar estivesse cotado a R$ 3,00 ou R$ 4,00", avaliou o economista.De acordo com Picchetti, apesar de o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, ter afirmado que o "repasse da alta do petróleo para o preço da gasolina e do diesel só será feito quando acabar a volatilidade na cotação do barril, movida pela especulação financeira", permanecerá como sempre a dúvida quando e de quanto se dará o aumento."A Petrobras não anuncia com muita antecedência os reajustes e, neste momento, temos um fator adicional, que é a reunião do Copom (quando é reavaliada a taxa básica de juros do País, a Selic)", observou, referindo-se à reunião que será realizada nas terça e quarta-feira da semana que vem.Preços em quedaSegundo dados levantados pelos pesquisadores da Fipe, os preços da gasolina e do álcool vêm se desacelerando com força nas últimas semanas na ponta do consumidor. A gasolina estava em 10,3% na última semana de julho e ficou estável na primeira de agosto. Já o álcool, passou de 10,5% para 4,2% no período, acompanhando a concorrência, mesmo assim, a alta de 28,49% do preço álcool na primeira quadrissemana do mês foi uma das que mais contribuíram para a inflação no período, com 0,03 ponto porcentual.

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