Preço do petróleo preocupa o mercado

A alta do preço do petróleo tem sido determinada por uma frustração do mercado em relação ao controle depreços anunciado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Em março desse ano, a Organização havia se comprometido a elevar a produção diária em 500 mil barris, caso a média de preço da cesta de petróleo oscilasse fora da banda - US$ 22,00 e US$ 28,00 o barril - durante 20 dias consecutivos. O teto já foi rompido e a Opep voltou atrás. A Organização afirmou que a decisão sobre uma possível elevação deve sair no dia 21 de junho, quando os membros vão se reunir para discutir o assunto. Alguns analistas afirmam que não deve haver um aumento de produção no curto prazo.Isso porque o presidente da Organização, Ali Rodriguez, afirmou que o grupo iria estudar a situação do mercado antes de tomar uma decisão. Ele quer verificar se há realmente um aumento de demanda por petróleo. A Organização tem dito que o fator determinante para a pressão nos preços é a procura por gasolina e só isso não seria suficiente para aumentar a produção do petróleo. Preço do petróleo sobe e puxa a cotação dos T-bonds De acordo com a apuração da editora Suzi Katzumata, no final da tarde, os contratos de petróleo para julho fecharam em US$ 32,56 o barril, com alta de US$ 0,82. A mínima foi de US$ 31,64 e a máxima, de US$ 32,85. Vale destacar que a pressão do custo do petróleo pode fazer com que os juros norte-americanos subam ainda mais para conter a inflação e desacelerar a economia. Parte do impacto da alta no preço do óleo já é verificada na cotação dos títulos de longo prazo do Tesouro dos EUA, que registrou uma pequena alta hoje. Na altura do fechamento da Bolsa de Nova Iorque, de acordo com apuração do editor Renato Martins, o juro projetado pelos T-bonds - título da dívida norte-americana - de 30 anos estava em 5,937%. Ontem fechou em 5,877%. A máxima cotação do dia foi de 5,955%. Veja na seqüência o resultado do dia no mercado financeiro.

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