Preço do petróleo recua com possível aumento da produção

O contrato futuro do petróleo cru, negociado na bolsa eletrônica de Nova York (Nymex) inverteu a tendência de alta e opera em queda. Os investidores deram crédito às promessas da Arábia Saudita e do Kuwait, realizadas ontem.O ministro do Petróleo do Kuwait, Sheik Ahmad Fahad Al-Ahmad Al-Sabah, afirmou que seu país vai ampliar a sua capacidade de produção em mais 200 mil barris por dia a partir da terceira semana de outubro. Em entrevista concedida nos bastidores de uma Conferência do Petróleo em Abu Dhabi, Fahad disse que o resultado dessa nova capacidade no entanto só chegará ao mercado em dezembro.No mesmo evento, o ministro saudita do Petróleo, Ali Naimi, declarou que o país sempre manterá uma margem livre de sua capacidade de 1,5 milhão a 2 milhões de barris por dia no futuro próximo. Naimi detalhou os planos de investimentos para elevar a capacidade de produção do país e prometeu que os sauditas sempre estarão à frente da demanda de seus clientes. No início da tarde desta segunda-feira, o contrato futuro de petróleo cru com vencimento em novembro valia US$ 53,27, com queda de 0,02%, na sessão regular da Nymex. Esse contrato chegou a cair 0,58%, para US$ 53,00. Mais cedo, o contrato bateu um nova máxima histórica, ao ser negociado a US$ 53,63 por barril, no sistema eletrônico da Nymex. O petróleo tipo brent negociado em Londres cruzou a fronteira do US$ 50 e chegou a US$ 50,50 por barril, novo recorde.Produção ainda preocupaDe qualquer forma, as condições apertadas da oferta seguem evitando uma queda acentuada dos preços dos contratos futuros. Começou hoje uma greve geral na Nigéria, em protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis. As informações são da Dow Jones.

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