Preço do remédio não sobe com alta do dólar, diz governo

O governo federal não cogita aumento para o preço dos medicamentos, apesar da desvalorização do real frente ao dólar, informou hoje a assessoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Conforme o Ministério da Saúde, a alta da moeda norte-americana não provocou reajustes dos preços dos remédios no Brasil. De acordo com os laboratórios, a produção de medicamentos depende em 80% de insumos importados e cotados pela moeda norte-americana. O dólar ultrapassou a barreira psicológica dos R$ 3 na semana passada e, hoje, chegou a ser cotado a R$ 3,29 no meio da tarde, recuando no fechamento para R$ 3,19.A Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) deverá se reunir nos primeiros dias de agosto para recalcular, segundo a fórmula da Câmara de Medicamentos (Camed), coordenada pelos Ministérios da Saúde, da Fazenda e da Justiça, as perdas que vem tendo em razão da desvalorização do real. Um novo pleito sobre o reajuste deverá ser encaminhado à Camed em agosto. De janeiro a junho, o cálculo da Febrafarma chegou a 7% de defasagem. Este foi o porcentual de reajuste solicitado à Camed. Mas o governo não aceitou. Os reajustes dos preços dos medicamentos no Brasil são controlados pelo governo e concedidos apenas uma vez por ano, em janeiro. Em 2001, a alta do dólar em função dos atentados de 11 de setembro fizeram com que o governo abrisse mão do prazo e puxasse uma parte do reajuste para novembro.

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