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Preço do trigo começa a reagir no mercado interno

Tonelada no norte do Paraná chega a R$ 520, ante R$ 500 há cerca de dez dias. Motivo é maior compra pela indústria

Jane Miklasevicius, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2011 | 00h00

O mercado interno do trigo começa a dar sinais de aquecimento e os preços reagem. Nesta semana corretores reportam negócios a R$ 520 a tonelada no norte paranaense. Até uma semana e meia atrás esses mesmos compradores não pagavam R$ 500/tonelada. A perspectiva de valores sustentados para o trigo no mundo leva a indústria moageira a assegurar volume do grão nacional, ainda com preço competitivo. Na Argentina, por exemplo, moinhos pagam US$ 360/tonelada (ou R$ 597/tonelada) para embarque em março. Sem pressa, o setor produtivo pretende seguir administrando a oferta para provocar novas altas. O Paraná tem ainda 44% da safra de 3,4 milhões de toneladas nas mãos de produtores e cooperativas.

O início da colheita de verão também põe o cereal em segundo plano, o que sinaliza para novas reações do preço interno.

A demanda firme pela commodity num ano de perdas de produção na Rússia e de qualidade na Austrália abriu oportunidade para o Brasil exportar. No Paraná os negócios saem por R$ 575/tonelada Paranaguá (US$ 346/tonelada). Em janeiro, as vendas externas de trigo atingiram 498.047 toneladas, ante 198.458 toneladas no mesmo mês de 2010 e 44.005 toneladas em janeiro de 2009. O Brasil não é um exportador de trigo, ao contrário, importa cerca de 50% das necessidades, mas a produção de trigo soft num volume maior que a demanda levou o governo a conceder prêmios de estímulo ao escoamento (PEP) na safra anterior. Neste ano as exportações ocorrem mesmo sem ajuda do PEP.

Nas importações, a Argentina segue como principal fornecedor, com 351.100 toneladas em janeiro (haviam sido 382.700 toneladas em janeiro de 2010). No mês que passou, o Brasil importou um total de 525.500 toneladas de trigo, ante 507.500 toneladas em 2010 e 471 mil toneladas em 2009.

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