TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Preço dos imóveis sobe pelo oitavo mês consecutivo, mas retomada fica para 2017

Para engatar recuperação, setor precisa de melhora na confiança e condições mais flexíveis na concessão de crédito

Plínio Aguiar, Especial para O Estado

04 Novembro 2016 | 05h00

O preço dos imóveis subiu 0,11% em outubro, segundo o Índice FipeZap. O indicador, que acompanha o preço anunciado de propriedades em 20 cidades brasileiras, completou oito meses seguidos de altas nominais, mas o aumento foi inferior à inflação. É o caso do mês de outubro, cuja inflação esperada pelo Boletim Focus do Banco Central é de 0,3%.

Sete dos 20 municípios pesquisados apresentam variação negativa no mês, ao passo que em quatro cidades o aumento dos preços superou a inflação esperada para o mesmo período. No acumulado entre janeiro e outubro deste ano, o índice mostra crescimento de 0,38%, sendo que em cinco cidades houve queda nominal de preço neste período. 

O CEO do Zap Imóveis, Eduardo Schaeffer, percebe que o mercado imobiliário está estagnado. Ele acredita que para sair do atual cenário de inércia é preciso voltar a confiança na estabilidade de emprego, acompanhada de uma maior flexibilidade dos bancos na concessão de crédito. 

Schaeffer avalia que a retomada na área de imóveis se dará a partir do segundo semestre do próximo ano. "A expectativa é de melhora no setor só em 2017 quando indicadores mostram as elevações de níveis de desemprego e consumo", afirma. 

Para o economista da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Bruno Oliva, o aumento não é significativo. "Os preços dos imóveis estão estabilizados por enquanto e isso se dá por dois motivos. Por um lado tem a queda na demanda por imóveis, e, por outro, uma rigidez para baixo dos preços nominais", afirma.

Em relação aos últimos 12 meses, o Índice FipeZap também mostra pouco crescimento: 0,33%. Tendo em vista que a inflação esperada para o período é de 7%, o preço médio anunciado do metro quadrado apresentou no período queda real de 7,03%.

O indicador mostra que todas as cidades brasileiras que compõem os dados registraram variação inferior à inflação esperada nos últimos 12 meses, sendo que no Rio de Janeiro, Recife, Niterói, Distrito Federal e Goiânia houve queda nominal.

Cidades. Em outubro, o valor médio do metro quadrado anunciado das 20 cidades foi de R$ 7.652. Rio de Janeiro se manteve como a cidade com o metro quadrado mais caro do país, R$ 10.236, seguida por São Paulo, R$ 8.622. Por outro lado, as cidades com menor valor médio foram Contagem (MG), R$ 3.611, e Goiânia, R$ 4.111.

Rio de Janeiro continua com o posto de cidade mais cara do país desde setembro de 2012. O bairro mais "salgado" é o Leblon, na zona sul, com média de R$ 21,727 no m². O Cavalcanti, na zona norte, é o mais barato, custando R$ 2,435 por m². 

São Paulo é a segunda cidade mais valiosa, tendo o bairro Vila Nova Conceição, na zona sul, como o mais caro, custando R$ 15,798 por metro quadrado. O mais barato é a Cidade Tiradentes, na zona leste, por R$ 2,843 o metro quadrado.

A capital mineira entra no terceiro lugar da lista do Índice. O bairro Serra Verde, na zona norte de Belo Horizonte, é o mais barato, valendo R$ 2,805 por metro quadrado. O mais caro é Savassi, na zona sul, por R$ 10,408 o metro quadrado.

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