Preço em alta e boa safra animam cafeicultores

A Alta Mogiana, região entre São Paulo e Minas, deve ter uma das melhores safras em 20 anos

Rene Moreira, Especial para o Estado

09 de maio de 2016 | 10h31

A chuva ajudou, caiu na hora certa e a lavoura cafeeira floresceu e deu frutos bonitos na região da Alta Mogiana, formada por 15 municípios paulistas e oito mineiros, sendo conhecida por produzir café de excelente qualidade. As lavouras estão carregadas e alguns fazendeiros esperam uma das melhores safras em mais de 20 anos.

Muitos investiram para ter um produto especial, garantindo mais lucro até mesmo para suprir um pouco das perdas dos últimos anos. Há lavouras com pés de café com mais de três metros de altura e cheios de grãos prontos para a colheita.

"Está bonito de se ver", falou o fazendeiro Alcides Presotto, que tem propriedade rural no município de Ribeirão Corrente (SP). Ele contabiliza em torno de 200 mil pés de café em produção e se diz feliz com a boa qualidade dos grãos.

Outro cafeicultor, Zulmiro Ferreira, de Pedregulho (SP), também está confiante e espera contabilizar em sua propriedade 6 mil sacas de café limpo, ou seja, já beneficiado -após toda a etapa de perda no preparo do grão. "Faz bastante tempo que não temos um resultado assim", disse.

Boa parte do café colhido nesses municípios deve ir para o exterior através de empresas exportadoras do produto. Consultores de uma delas, a Brazil Cofee, disseram que a produção na região de Franca (SP) pode chegar a 2,2 milhões de sacas, o dobro da safra passada (1,1 milhão).

"A florada do último semestre pegou, a chuva ajudou muito", disse Airton Rodrigues, que junto com o irmão Nivaldo cultiva café em Pedregulho (SP). São 360 hectares que devem render uma produção de 18 mil a 20 mil sacas de café já beneficiado.

Bolsa. Muitas fazendas já começaram a colher o café e se no campo todos esperam uma boa safra, fora dele também. A expectativa é de que as commodities do café tenham grande recuperação neste ano e que o VBP (Valor Bruto da Produção) suba 18% em relação à safra anterior.

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