Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Preço médio da gasolina cai 1,35% nesta quarta-feira, diesel segue em R$ 2,0316

Desde que alterou sua política de preços, a estatal passou a promover reajustes quase diários dos combustíveis

Fabiana Holtz, O Estado de S.Paulo

06 Junho 2018 | 09h21

A Petrobrás anuncia que, com o reajuste em vigor nesta quarta-feira, 06, o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias é de R$ 1,9706, 1,35% mais barato em relação à média anterior de R$ 1,9976. A estatal anunciou ainda que com o reajuste de amanhã (07), o preço médio do litro da gasolina na refinaria vai baixar um pouco mais, para R$ 1,9617.

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O diesel, por sua vez, está sendo vendido desde a sexta-feira, dia 1º, a R$ 2,0316 por litro nas refinarias, já incorporando o desconto de R$ 0,30 permitido pelo programa de subvenção criado pelo governo para encerrar a greve dos caminhoneiros. O combustível ainda teve uma redução adicional de R$ 0,16 em decorrência da isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e da redução de PIS/Cofins do combustível. 

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A Petrobrás negocia alternativas para a mudança da periodicidade de reajuste dos combustíveis, mas rejeita qualquer proposta que não respeite a paridade com os preços internacionais ou que represente prejuízos para o caixa da companhia, segundo apurou o Estadão/Broadcast.

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A política de preços da estatal, desenhada em 2016, prevê mudanças até diárias das cotações, em um momento em que a companhia tem prometido praticar preços alinhados ao mercado internacional e ao mesmo tempo se esforça para evitar perda de participação no mercado doméstico de combustíveis.

Sobe e desce. A Petrobrás repassa a variação da cotação do petróleo no mercado internacional, para cima ou para baixo. Desde que alterou sua política de preços, a estatal passou a promover reajustes quase diários dos combustíveis. 

A companhia refuta que seja responsável pela alta de preços ao consumidor e diz que o valor cobrado pela empresa corresponde a cerca de um terço dos preços praticados nas bombas. Maior parte do valor cobrado pelo consumidor final engloba principalmente tributos, estaduais e municipais, além da margem de lucro para distribuidoras e revendedores.

Segundo a estatal, as revisões podem ou não refletir para o consumidor final - isso depende dos postos. /COLABORARAM ADRIANA FERNANDES E JÉSSICA ALVES

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