Preço menor de commodities oferece oportunidades, diz Trafigura

A era de ouro das commodities está longe de terminar e os declínios dos preços, antes superaquecidos, oferecem oportunidades para as tradings ampliar a aquisição de ativos enquanto apostam no contínuo crescimento da China e da África, disse a Trafigura, importante participante do setor.

DMITRY ZHDANNIKOV, Reuters

16 de dezembro de 2013 | 16h26

Em seu primeiro relatório anual público desde sua criação 20 anos atrás, a Trafigura disse que 2013 tem sido um ano de "reavaliação em commodities", já que muitos fornecedores de recursos naturais parecem caminhar para um cenário de superávit enquanto o crescimento global parece insuficiente para absorver os aumentos de oferta.

Apesar de os mercados em todo o mundo terem registrado forte alta na esteira de políticas expansionistas, os preços de commodities descolaram dos mercados acionários, os preços do ouro desabaram, grandes projetos de mineradoras foram reduzidos e os recursos de fundos para investimentos no setor minguaram.

"Como resultado, a sabedoria tradicional sobre as commodities tem se tornado claramente baixista", disse o presidente da Trafigura, Claude Dauphin.

Isso sugere um fim para a era de ouro para as commodities?De forma alguma, diz o relatório.

"Nós ainda vemos os fundamentos para o mercado muito fortes e devem permanecer assim por muitos anos... O cenário está distante de sombrio. De fato, nós podemos argumentar que isso não mudou de forma muito significativa ante os que prevaleceram antes do estouro da bolha financeira em 2008", disse Dauphin.

A Trafigura, criada em 1993 por Dauphin e outros parceiros, teve receita de 133 bilhões de dólares no ano comercial, ante 120 bilhões do ano anterior.

Este número coloca a companhia entre as cinco principais tradings, atrás das líderes Vitol e Glencore.

O lucro líquido da companhia subiu para 2,18 bilhões de dólares, contra 1 bilhão de dólares em 2012.

A Trafigura e o fundo Mubadala assinaram neste ano um acordo com a MMX, de Eike Batista, envolvendo o Porto do Sudeste, o mais importante ativo da mineradora.

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