Preço menor de hortaliças e legumes é destaque no IPC-S

O item hortaliças e legumes apresentou desaceleração de preços na terceira quadrissemana de agosto, mas continuou a pressionar por uma alta do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), que ficou em 0,34% ante variação de 0,39% na leitura anterior, do dia 15. Os preços de hortaliças e legumes subiram 13,16% ante alta de 19,17% registrada na segunda quadrissemana do mês. O item foi o principal destaque do grupo Alimentação, que passou de 1,27% para 1,07% no período.

WLADIMIR D'ANDRADE, Agencia Estado

23 de agosto de 2012 | 09h01

Outras duas classes de despesa apresentaram decréscimo em suas taxas de variação na terceira quadrissemana de agosto ante a segunda. Educação, Leitura e Recreação passou de 0,71% para 0,47% no período, com destaque para o item show musical (de 3,42% para 0,93%); e Vestuário apresentou variação negativa de 0,70%, ante -0,49% registrada na leitura do dia 15.

Os grupos Habitação (de 0,20% para 0,32%) e Comunicação (de 0,19% para 0,29%) apresentaram aceleração de preços, enquanto Saúde e Cuidados Pessoais (0,46%), Transportes (-0,34%) e Despesas Diversas (0,24%) permaneceram com taxas de variação estáveis na terceira quadrissemana de agosto na comparação com a anterior.

Entre os cinco itens que mais pressionaram por uma alta do IPC-S na terceira quadrissemana o tomate ocupa o topo da lista, mesmo com uma desaceleração ante a leitura anterior. Passou de 48,05% na segunda quadrissemana do mês para 31,39% na leitura divulgada nesta quinta-feira.

Os outros itens são: alimentos preparados e congelados de ave (de 4,48% para 7,01%), plano e seguro de saúde (de 0,59% para 0,60%), taxa de água e esgoto residencial (de 0,78% para 1,15%) e cenoura (de 26,37% para 20,48%). O automóvel usado foi o principal item da terceira quadrissemana do mês a pressionar o índice para baixo ao variar de -2,50% na quadrissemana encerrada no dia 15 para -2,31% na leitura divulgada hoje. Também pressionaram por uma baixa do IPC-S o feijão carioca (de -7,56% para -8,84%), automóvel novo (de -0,50% para -0,37%) e etanol (estável em -1,17%).

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