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Preço mínimo da Copel deve ser R$ 3 bi

O mercado espera que a Copel tenha um preço mínimo em torno de R$ 3 bilhões no leilão de privatização. O governo do Paraná deve vender a participação de 31,1% que detém na empresa. O analista Marcos Severine, da Sudameris Corretora, acha que o valor poderá chegar a R$ 3,5 bilhões. "A companhia vem registrando resultados expressivos e fechou um contrato de importação de energia da Argentina que vai torná-la um importante agente de distribuição quando o mercado for desregulamentado." Para Osvaldo Teles, da BBV, o preço mínimo deverá ficar entre R$ 2,7 bilhões e R$ 3 bilhões. "A empresa é integrada, ou seja, faz geração, distribuição e transmissão ao mesmo tempo e, por isso, vale mais que a Cesp", disse. O preço mínimo da companhia paulista é de R$ 1,739 bilhão. Para a maior parte do mercado, a Copel deverá ser vendida em bloco. Mas o modelo de venda só será definido no segundo semestre do ano, já que a empresa que fará o estudo será contratada em março e ainda terá 120 dias para apresentá-lo ao governo.O analista Eduardo de La Peña, do Santander Investment, acredita que há chances de a privatização sair ainda neste ano, como quer o governo, desde que o cronograma seja rigorosamente cumprido. A Copel deverá despertar o interesse de praticamente todas as empresas estrangeiras que atuam hoje no Brasil. Os analistas acreditam, no entanto, que a belga Tractebel seria uma das principais candidatas, tendo em vista que já atua no Sul do País e, com a aquisição, dominaria sozinha a região.

Agencia Estado,

16 de janeiro de 2001 | 09h25

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