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Preço mínimo deve estimular plantio, diz Conab

Neste ciclo, o valor de referência assegurou ao produtor uma remuneração de R$ 48,42 por saca

Da Redação,

08 de agosto de 2008 | 16h09

Um levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 14 municípios da microrregião de Ribeira do Pombal, na Bahia, mostra que os agricultores receberam na semana passada R$ 150 por saca de 60 quilos de feijão. Com um custo de produção de R$ 66 por saca, o lucro para o agricultor é certo. "Comparado a outras culturas como milho e soja, o feijão foi o que garantiu melhor remuneração na safra atual", afirmou o analista da Conab, João Ruas. Ele explicou que o preço mínimo estipulado para o período 2008/09 deve estimular ainda mais o plantio do grão. Neste ciclo, o valor de referência assegurou ao produtor uma remuneração de R$ 48,42 por saca. Para a próxima safra, o governo reajustou o mínimo para R$ 80, incremento de 65,2%. Com o início da colheita nesta semana, e pico previsto para o final de agosto, Ruas afirma que o abastecimento do grão para os próximos meses está garantido. De acordo com a Conab, o plantio de feijão no inverno é uma aposta na região Nordeste. Enquanto outras regiões concentram o cultivo na primeira e segunda safra (da seca e das águas), cerca de 25% da produção nordestina ocorre na terceira fase do plantio. Com a entressafra no Centro-Sul, é o produto colhido no Nordeste, sobretudo na Bahia, que abastece as prateleiras dos supermercados do país em meados do segundo semestre. "A produção de inverno neste estado funciona como termômetro de oferta e preços. O clima estável garantiu uma ótima safra", explicou.

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