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Preços administrados podem elevar IPCA de setembro

As principais pressões para a inflação de setembro serão dadas pelos preços administrados, segundo observou a gerente do Sistema de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. Os impactos já esperados serão do reajuste de 18,5% na tarifa de água e esgoto em São Paulo, em 29 de agosto; reajuste de 21% na energia elétrica em Brasília em 26 de agosto; algum resquício do reajuste de 27% na tarifa de energia elétrica em Belém em 8 de agosto; e o reajuste de 15% nos ônibus urbanos em Salvador em 31 de agosto. Segundo Eulina, os alimentos também vão aprofundar o período de entressafra já iniciado no mês passado, mas "como a safra prevista é muito grande, de 120 milhões de toneladas, pode ser que o impacto seja pequeno". A gerente do IBGE não quis comentar se, com as pressões de alta já definidas, a inflação de setembro poderá ser maior do que a de agosto (0,34%).Eulina destacou que os resultados do IPCA de 12 meses "já não sofrem o impacto das taxas influenciadas pelo choque do câmbio no ano passado". O IPCA em 12 meses atingiu variação de 15,07% até agosto, inferior aos 15,43% acumulados até julho. Ela sublinhou que o pico da inflação influenciada pelo câmbio em 12 meses ocorreu em maio (17,24%) e a partir daí houve sucessivas quedas nesse indicador até agosto. Segundo ela, a trajetória do IPCA em 12 meses confirma que a inflação está sob controle.A gerente do Sistema de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, destacou que além da política monetária, a safra recorde prevista de 120 milhões de toneladas também está contribuindo de forma significativa para conter a inflação. Como exemplo, ela citou que os produtos alimentícios acumularam no ano, até agosto, alta de 5,49%, inferior aos 7,22% do IPCA no período. De junho a agosto, os alimentos acumularam queda de 1,03%. Em agosto, ainda que tenham reduzido o ritmo de queda, os produtos alimentícios ainda registraram variação negativa de -0,27%, mesmo com a entrada da entressafra de alguns produtos, como a carne bovina (2,3% em agosto).

Agencia Estado,

09 de setembro de 2003 | 11h54

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