Preços agrícolas despencam nos EUA com crise na Europa

Cenário: Ana Conceição

O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2011 | 03h08

Os preços dos produtos agrícolas negociados nas bolsas de Nova York e Chicago fecharam com quedas expressivas, ontem, acompanhando as fortes perdas dos mercados financeiros em mais um dia de aversão ao risco. Investidores saíram de várias classes de ativos e compraram dólar, o que pressionou as cotações dos produtos negociados nessa moeda, caso da maioria das commodities. Essa fuga de ativos considerados mais arriscados ocorreu em meio à crescente preocupação de que a crise da dívida da zona do euro contamine outras regiões e desencadeie uma desaceleração econômica mais intensa no mundo do que já tem provocado.

Em Nova York, o preço do café atingiu o menor preço em um ano durante o pregão. No fechamento, o contrato março recuou 2,22%, para 218 centavos de dólar por libra-peso. A oferta mundial do grão tipo arábica ainda é restrita, por causa de uma safra menor no Brasil e chuvas na América Central e na Colômbia. Mas os investidores seguem focados nos temores de uma recessão global. O açúcar também cedeu. O contrato março se desvalorizou 2,73%, para 22,80 centavos de dólar por libra-peso.

Em Chicago, os grãos também sentiram o peso das preocupações com a economia mundial. O mercado de trigo, que também enfrenta a maior concorrência internacional neste momento, foi o mais prejudicado. O contrato março recuou 3,29%, a US$ 5,8075 por bushel. O mesmo vencimento do milho cedeu 2,31%, para US$ 5,8075 por bushel e o da soja recuou 1,65%, a US$ 11,0 por bushel.

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