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Preços agrícolas disparam e explicam salto no indicador

A disparada dos preços dos produtos agropecuários foi o fator preponderante da inflação medida pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) neste ano.

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2010 | 00h00

Os preços médios, em reais, de 15 matérias primas agropecuárias superaram em 14,01% neste ano o pico atingido por essas commodities em 2008, aponta um levantamento feito pelo coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

A pesquisa incluiu produtos de peso, como carnes bovinas, grãos, cereais, entre outros itens cujos preços são formados no mercado externo.

Quadros lembra que, em 2008, antes do estouro da crise em setembro daquele ano, o foco de preocupação da economia mundial era inflação dos alimentos. E o nível atual de preços já é maior que o registrado naquela época.

Neste ano, o grande vilão dos preços no atacado foi o algodão, que subiu 110,68%. A arroba do boi teve alta de 37,39% e as carnes bovinas ficaram 33,54% mais caras. O milho e a soja não fizeram feio e subiram 37,61% e 13,08%, respectivamente. Apesar de o feijão não ser uma commodity, o produto acumulou uma alta de 43,61% no ano e houve até importações da China para atender o consumo, lembra.

Para 2011, Quadros acredita que as perspectivas de preços para as commodities agropecuárias serão "um pouco melhores", mas ele não descarta sustos.

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