Preços agrícolas fecham mês com queda de 0,46%

Os preços recebidos pelos produtores rurais recuaram 0,46% em fevereiro, no segundo mês seguido de queda, acumulando uma retração de 2,44% neste ano. "Com a plena colheita da safra de verão do ano agrícola de 2003/04 e mesmo com a alta das commodities no mercado internacional, não tem ocorrido uma recuperação dos preços agrícolas, em função da fraca demanda interna e da valorização do real", explica o autor do levantamento, o pesquisador Nelson Batista Martin, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Segundo Martin, a variação negativa acumulada de 2,44% do Índice de Preços Recebidos pelos agricultores (IPR) ficou abaixo da variação positiva de 1,58% do IGP-M e de 0,85% do IPC-Fipe (estimativa). "Isto indica perda de poder de troca no período para os agricultores de 4,02 pontos percentuais em relação ao IGP-M e de 2,29 pontos percentuais frente ao IPC-Fipe." A variação mensal anualizada do IPR em fevereiro ficou negativa em 2,57%, enquanto no período o IGP-M subiu 5,50% e o IPC-Fipe 5,06%. Os preços agrícolas nos últimos doze meses apresentam perda de 8,07 pontos percentuais em relação ao IGP-M e de 7,50 pontos percentual frente ao IPC-Fipe. Martin observa que nos últimos doze meses a banana foi o destaque entre os preços analisados, com expressiva alta nas suas cotações (49%) em função de menor oferta por problemas climáticos e crescimento das exportações. Neste ano, a batata vem mantendo-se como o destaque entre os produtos analisados, com a maior alta de preço no ano devido à menor oferta na safra das águas do ano agrícola de 2003/04. Em fevereiro, os ovos apresentaram expressiva alta de preços, em função da menor oferta neste período do ano, associado a aumento de demanda com o final das férias e início da quaresma. O destaque de queda em fevereiro foi o milho, cujos preços recuaram por causa dos elevados estoques de passagem e do início da colheita da primeira safra do ano agrícola de 2003/04. Já o café manteve a tendência de alta verificada em janeiro, sustentada pela alta no mercado internacional, devido à expectativa de menor oferta mundial do produto neste ano.

Agencia Estado,

01 Março 2004 | 12h46

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