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Preços ao produtor nos EUA têm maior queda em 56 anos

Os preços aos produtores - equivalente aos preços no atacado - registraram a maior queda dos últimos 56 anos nos Estados Unidos, dando subsídios para a preocupação das autoridades do Federal Reserve de que a economia enfrenta o risco de uma deflação pela primeira vez desde a Grande Depressão. O Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao produtor (PPI) registrou queda de 1,9% no mês passado, o que correspondeu ao maior declínio desde que o governo iniciou a compilação desse dado em 1947. A queda refletiu, parcialmente, o declínio dos preços do petróleo após o desfecho rápido e sem revés da guerra do Iraque. O núcleo do PPI, que expurga os itens relacionados a energia e alimentos, também mostrou queda - 0,9%. O declínio foi o maior em uma década. Os números causaram surpresas, uma vez que o consenso entre economistas consultados pela Dow Jones Newswires e CNBC era de queda de 0,8% para o PPI geral e de 0,1% para o seu núcleo. O levantamento é o segundo divulgado esta semana que valida a preocupaçãodo Fed com os riscos de deflação. O governo informou, ontem, que os preços das importações caíram 2,7% em abril, a maior queda em 14 anos. Em grande parte das últimas seis décadas, o Federal Reserve agiu para manter a inflação nos EUA em níveis baixos, considerando a elevação de preçosd uma ameaça para a prosperidade dos norte-americanos no longo prazo. Mas em uma mudança histórica de posição, o BC dos EUA colocou, na semana passada, a deflação no centro de suas preocupações, informando que trabalhará para prevenir "uma queda substancial e indesejada da inflação", além de sinalizar que poderá reduzir os juros em junho. Preços de energia caem 8,6%O relatório do Departamento do Comércio creditou a queda do PPI ao declínio amplo de preços de diversos grupos. Os preços de energia caíram 8,6%, o que correspondeu à maior queda em 17 anos. Dentro dessa categoria, os preços da gasolina tiveram uma diminuição recorde de 22,3%. Os preços de equipamentos de capital caíram 0,5%; os de carros de passeio, 2,6% e o de caminhões com motores leves, 4,6%. Os preços de computadores ficaram 0,3% abaixo dos níveis de março. Mas os alimentos subiram no atacado 0,9%, bem acima da alta de 0,1% de março. Produção industrial cai 0,5% em abrilA produção industrial norte-americana diminuiu em abril, enquanto o uso da capacidade instalada das empresas atingiu o menos nível em quase 20 anos. O Federal Reserve informou que a produção industrial recuou 0,5% no mês, após diminuir na mesma proporção em março. O uso da capacidade instalada das empresas recuou em 0,4 ponto percentual, para 74,4%, o menor nível desde junho de 1983. Em março, a utilização da capacidade era de 74,8%. Os números ficaram próximos do prognóstico de queda de 0,5% da produção e confirmaram o nível projetado para utilização da capacidade instalada. O setor manufatureiro esteve à frente da queda da produção, ao diminuir o ritmo de suas máquinas em 0,6% em abril, após um declínio de 0,1% em março, O uso da capacidade instalada do setor manufatureiro caiu para 72,5% no mês passado, de 73% em março. O nível de utilização da capacidade instalada do setor manufatureiro é o menor desde maio de 1983. A produção do setor energético cresceu 0,1%, enquanto no setor de mineração aumentou 0,4%. Estoques das empresas sobem 0,4% em marçoAs empresas norte-americanas deram sinais de que estão mais cautelosas em relação à perspectiva para a economia do país, reduzindo o ritmo de acumulação de estoques em março. O Departamento do Comércio informou que os estoques das empresas cresceram 0,4% em março, para um total ajustado de US$ 1,17 trilhão, bem abaixo do aumento de 0,7% de fevereiro. Anteriormente, o departamento havia registrado aumento de 0,6% dos estoques em fevereiro. Mas o crescimento dos estoques superou os prognósticos dos analistas, que era de expansão de 0,2%. Vários economistas argumentam que as empresas só deverão fortalecer seus estoques quando ficar claro que a economia dos EUA está crescendo de maneira sustentável. Pedidos de auxílio desemprego caem 13 mil O número de norte-americanos que deram entrada a pedidos iniciais de auxílio-desemprego caiu na semana passada pelo terceiro período consecutivo, a média da quadrissemana também recuou, mas o movimento de trabalhadores que sacam o benefício por mais de uma semana seguiu crescendo. O Departamento do Trabalho informou que o número de saques iniciais do benefício caiu em 13 mil, para 417 mil na semana encerrada em 10 de maio, contrariando prognósticos dos analistas de que houvesse aumento de 3 mil. A média da quadrissemana - que atenua fatores sazonais - atingiu o menor nível em um mês, caindo para 439.750. Mas o número de norte-americanos que pedem o benefício por mais de uma semana seguiu crescendo. Na semana encerrada em 3 de maio - último dado disponível - houve aumento de 120 mil pedidos contínuos, para 3.770.000. O aumento foi o maior em três meses. O departamento revisou, como tradicionalmente faz, o dado sobre pedidos iniciais da semana encerrada em 3 de maio. O número de solicitações foi revisado em alta de 5 mil, para 430 mil. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

15 de maio de 2003 | 15h49

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