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Preços baixos de açúcar e álcool devem estimular fusões--Cosan

Os atuais preços baixos do açúcar e doálcool poderão estimular uma nova onda de consolidação no setorsucroalcooleiro, informou nesta sexta-feira a Cosan . A maior produtora brasileira de açúcar e álcool registrouvendas líquidas de 591,7 milhões de reais no seu primeirotrimestre fiscal da safra 2007/08 (maio a julho), de acordo comanúncio feito na noite de quinta-feira, resultado 37,3 porcento menor em relação ao mesmo período do ano passado. A receita foi prejudicada pela queda nos preços do açúcar edo álcool, pela valorização do real contra o dólar e por chuvasfora de época, que obrigaram as usinas a interromper a colheitadurante o trimestre. Os preços internacionais do açúcar caíram fortemente emrelação ao pico de 25 anos de quase 20 centavos de dólar porlibra-peso, registrados em fevereiro de 2006, com a produçãomundial crescendo em resposta aos preços altos, especialmenteno Brasil e na Índia. Atualmente, as cotações estão em torno de9,50 centavos de dólar na bolsa de Nova York. Isso também pressionou o preço do álcool. "Se por um lado (esse desequilíbrio) deve trazer gravesconsequências nessa safra, por outro, deve contribuir para umamaior seletividade entre os próprios produtores, de forma queuma dura lição possa ser aprendida", disse o vice-presidentefinanceiro da Cosan, Paulo Diniz, numa teleconferência. "Ela pode ser o estopim de uma segunda onda de consolidaçãono setor sucroalcooleiro, com alguns players remanescentesainda mais fortes, mas com a grande maioria bastanteenfraquecida." Diniz afirmou que o excedente no mercado mundial não estárestrito ao açúcar -- também abrange o álcool. Mas os preços baixos não devem afetar os planos deinvestimento da Cosan, com possíveis projetos fora do Brasil,já que as perspectivas de longo prazo continuam positivas,disse Diniz. A empresa quer se tornar a primeira do mundo em energiarenovável. Para conseguir isso, ela pretende mais do que dobrarsua capacidade de moagem de cana para entre 80 milhões e 100milhões de toneladas/ano, contra 40 milhões de toneladasatualmente. (Por Inaê Riveras)

REUTERS

14 de setembro de 2007 | 18h41

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