Preços continuam a ser definidos pelo Planalto

Apesar do discurso sobre a “gestão profissional” da Petrobrás – que resultou até na substituição de ministros por representantes da iniciativa privada no conselho de administração –, a política de preços de combustíveis não mudou: continua sendo definida pelo Palácio do Planalto, agora com pequena contribuição do Ministério da Fazenda. O Ministério de Minas e Energia, ao qual a estatal é vinculada, não participa das discussões. Na definição de uma fonte que já participou de reuniões para a fixação do reajuste, a política de preços da Petrobrás é definida “entre a Dilma e a Dilma”, embora a presidente tenha afirmado ontem que o governo não interfere nesse assunto.

Rachel Gamarski, Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2016 | 21h50

Uma redução de preço da gasolina agora, como foi cogitado, aproveitaria a queda do preço do petróleo no mercado internacional, mas impediria que a estatal recuperasse as perdas que teve nos últimos anos baseada numa política de preço totalmente atrelada às definições do Palácio do Planalto.

A participação do Ministério da Fazenda nessa discussão já foi maior, na época de Guido Mantega, que também presidia o conselho de administração da estatal. O conselho contava ainda com a presença da então ministra do Planejamento, Miriam Belchior, do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e do secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.

Mas, de acordo com uma fonte da área de energia do governo, apesar das mudanças no conselho excluírem os ministérios do colegiado, a decisão continua nas mãos da presidente. O Ministério de Minas e Energia só trabalha com questões setoriais de petróleo e gás. E, ao contrário do que ocorre com a Eletrobrás, não tem voz nos assuntos referentes à Petrobrás.

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