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Preços da energia devem continuar elevados

Nível dos reservatórios chegará ao fim do mês, o primeiro do período seco, com 36% da capacidade de armazenamento

Fernanda Nunes, O Estado de S. Paulo

23 Maio 2015 | 05h00

RIO - A energia comercializada no mercado livre deverá continuar com preços elevados. Na região Sudeste, o custo marginal de operação (CMO) médio da energia, balizador do preço de liquidação das diferenças (PLD), ficou 6,8% mais alto para a semana de 23 a 29 de maio do que na semana anterior. O valor fechou em R$ 472,23 por megawatt-hora (MWh), segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Os mesmos preços valem para as demais regiões do País – Sul, Centro-Oeste e Nordeste –, com exceção da Norte, onde a alta chegou a 21%, tendo passado de R$ 107,69/MWh para R$ 130,38/MWh.

Em relatório, o ONS ainda revisou as estimativas de volume de chuva e nível dos reservatórios hidrelétricos para o mês de maio. A Energia Natural Afluente (ENA) do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, responsável por 70% da capacidade de armazenamento de água do Brasil, deve ser equivalente a 100% da média histórica para meses de maio. Na semana anterior, a indicação era de 102%.

Confirmada a projeção, o nível dos reservatórios chegará no dia 31 com o equivalente a 36% da capacidade de armazenamento, 0,7 ponto porcentual abaixo da marca divulgada na semana passada. Maio é o primeiro mês do chamado período seco, que vai até outubro.

Para que não haja risco de desabastecimento de energia em 2015, o nível dos reservatórios não pode cair abaixo de 10%. No início de maio, o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, informou que esse nível de segurança estará garantido se as afluências na temporada de seca forem equivalentes a no mínimo 66% da média histórica no período para a região Sudeste/Centro-Oeste. 

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