Preços de alimentos registram maior queda desde o final dos anos 1990, diz FAO

Preços de alimentos registram maior queda desde o final dos anos 1990, diz FAO

Em setembro, índice mundial que mede a variação de preços de produtos agrícolas recuou pelo sexto mês consecutivo, puxado por açúcares e laticínios

O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2014 | 10h16

Os preços mundiais de alimentos voltaram a cair em setembro, totalizando seis meses consecutivos de queda. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), trata-se do período mais longo de declínio desde o final dos anos 1990.

O índice FAO, que mede a variação mensal dos preços de uma cesta de commodities agrícolas, registro média de 191,5 pontos no mês passado, ante 196,6 pontos em agosto.

Conforme a entidade, açúcar e laticínios lideraram a queda, seguidos por cereais e óleo. Já os preços do trigo permaneceram firmes no período, assim como os das carnes, cujo índice calculado pela FAO continua 22 pontos acima do observado em igual período do ano passado. Ante agosto, contudo, as proteínas registraram incremento de apenas 0,3 ponto, sinalizando estabilidade a partir de agora.

No caso dos cereais, a entidade destaca que o mundo conta com estoques abundantes e vem registrando safras volumosas. Para 2014, a expectativa da FAO é de que sejam produzidas 2,5 bilhões de toneladas de grãos, 65 milhões de toneladas a mais frente a estimativa inicial, divulgada em maio. Já as reservas desses produtos devem chegar a 2015 no maior nível em 15 anos.

A FAO acrescenta que a produção de arroz pode cair ligeiramente neste ano, mas garantiu que os estoques darão conta da demanda até 2016. No caso do açúcar, a expectativa é de incremento de produção. A de carnes também deve aumentar em 2014, mas não será suficiente para derrubar as cotações.

Apesar da queda, a FAO alerta que os preços dos alimentos ainda estão elevados para a população de 85 países ao redor mundo. Entre eles estão Guiné, Libéria e Serra Leoa, os mais afetados pelo surto do vírus Ebola. A situação na América Central também merece atenção, pois a região foi atingida por uma forte seca neste ano, conclui a entidade.

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