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Preços de commodities desabam

Cotação de produtos como o café cairam até 6,45% nas bolsas de mercadorias e futuros

Fabíola Salvador, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2017 | 00h00

As principais bolsas de comercialização futura de produtos agrícolas fecharam com forte queda ontem. As cotações do café caíram 6,45% para os contratos com vencimento em dezembro. As do algodão caíram 4,9% e as da soja, 4,6%. Mas o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, avaliou que os agricultores brasileiros não serão prejudicados pela crise no mercado financeiro.Stephanes disse que a grande maioria dos produtores já havia vendido a safra e fechado os contratos de câmbio. ''''Aqueles que venderam e não fecharam o câmbio (estão numa posição) ótima porque vão fechar o câmbio mais alto'''', afirmou.Para o superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ricardo Cotta, poucos produtores vão se beneficiar da alta do dólar, que fechou ontem em R$ 2,092. ''''Esse momento de alta precisaria perdurar por muito tempo para beneficiar os agricultores'''', disse.O ministro comentou também a situação dos produtores que não tinham vendido a safra nem fechado o câmbio. ''''Os que não tinham feito nada não estariam perdendo; eles estariam num pequeno movimento positivo, pois a queda (dos preços) foi menor que a valorização do dólar'''', avaliou.Para o ministro, um movimento especulativo foi responsável pela forte queda dos preços futuros e a expectativa é de normalização nos próximos dias. Segundo ele, quem comprou contratos agrícolas para vender na alta ficou com receio e optou pela venda no pregão de ontem.O economista Fábio Silveira, da RC Consultores, diz que ainda é cedo para fazer novas previsões sobre o cenário. ''''Precisamos esperar o mercado se equilibrar novamente'''', disse. ''''Vamos operar com câmbio maior, é verdade, mas o cenário é de um mundo mais contraído.'''' COLABOROU ALEXANDRE INÁCIOREPERCUSSÃOGilberto GilMinistro da Cultura"Essas crises passageiras refletem o crescimento da economia do imaterial"José AlencarVice-presidente da República"Aqueles que aplicam em bolsa sem consciência, quase que como um jogo, são os maioresresponsáveis (pela crise)"Sandra RiosDiretora do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento"Se podemos ter bomdesempenho sem acordo comercial, por que fazer acordo? Tenho a impressão de que vamos ver isso agora"Armando Monteiro NetoPresidente da Confederação Nacional da Indústria "Os empresários brasileiros não estão alarmados, mas não subestimam as quebras que podem vir dessa situação"

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