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Preços de moradias nos EUA registram maior alta em 7 anos

Índice de 20 áreas metropolitanas subiu 10,9% em março; mercado imobiliário do país mostra recuperação desde 2002

Reuters,

28 de maio de 2013 | 15h50

NOVA YORK - Os preços das moradias dos Estados Unidos registraram a maior aceleração em quase sete anos em março, enquanto a confiança do consumidor aumentou em maio, sugerindo haver áreas de resiliência na economia norte-americana.

O índice composto S&P/Case Shiller de 20 áreas metropolitanas saltou 10,9% na comparação anual, acima das expectativas de 10,2% e o maior aumento desde abril de 2006. Todas as 20 cidades contempladas pelo índice tiveram ganhos anuais pelo terceiro mês consecutivo.

O mercado imobiliário mudou de rumo em 2012, muitos anos após o colapso de longa duração. A recuperação ganhou força com a redução dos inventários, do afrouxamento dos embargos e da atuação de compradores atraídos por baixas taxas hipotecárias.

Dados separados mostraram que a confiança do consumidor ganhou força em maio para a máxima em mais de cinco anos.

As moradias e os consumidores do país mostram força, embora tenha havido indícios de que a política fiscal apertada está começando a prejudicar a atividade econômica.

Cortes de gastos generalizados do governo dos Estados Unidos de US$ 85 bilhões entraram em vigor em março, ao mesmo tempo que a benefício tributário sobre folha de pagamento acabou no começo do ano, aumentando os impostos para muitos norte-americanos.

Os dados sugerem que ambos os segmentos registram desempenho melhor do que a economia em geral, disse o economista-sênior da Wells Fargo Sam Bullard em Charlotte, Carolina do Norte.

"Há algumas circunstâncias individuais que estão ajudando a impulsionar ambos os segmentos (de moradias e de consumidores) com um pouco mais de força que o ímpeto atual pode sugerir", disse Bullard, apontando os efeitos de preços mais altos de estoques para os consumidores, e da elevação dos preços pela demanda de investidores por moradias em regiões desvalorizadas.

Economistas esperam que o ritmo de crescimento deve desacelerar no segundo trimestre, em parte por causa da política de aperto fiscal, mas no segundo semestre a economia deve retomar força. A atenção dos investidores está voltada para quando o Federal Reserve pode começar a reduzir os esforços de estímulo econômico.

"O baixo inventário e a melhora gradual da demanda vêm se combinando para pressionar os preços de moradias para cima, apoiando a valorização dos preços das casas", disse o economista do Barclays Michael Gapen, em Nova York.

O grupo industrial Conference Board informou que seu índice de confiança do consumidor saltou para 76,2 ante 69 em abril, segundo dados revisados, superando as expectativas de economistas de 71. Foi o nível mais forte desde fevereiro de 2008.

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