Preços de passagens aéreas podem ter alta de até 5,2% após caos causado pelo vulcão

Com reajuste, companhias europeias tentariam recuperar parte dos prejuízos causados pela paralisação dos voos

Efe,

27 de abril de 2010 | 10h01

As companhias aéreas europeias podem subir as tarifas em até 5,2% este ano para tentar a recuperação de parte das perdas sofridas pela paralisação dos voos após a erupção do vulcão islandês.

 

O preço de um bilhete da British Airways para um voo em classe econômica de Londres a Nova York poderia ficar 62 libras (71 euros) mais caro, segundo relatório elaborado pelo Centre for Economics and Business Research (CEBR) para o portal de compras pela internet Kelkoo. Uma viagem também em classe econômica entre o Reino Unido e a Espanha custaria 26 libras (30 euros) a mais.

 

Outro relatório elaborado pelo portal de comparação de preços de hotéis trivago.co.uk, o custo das pernoites em hotéis londrinos registrou uma alta drástica durante a crise. Os viajantes que tiveram que passar um ou vários dias em Londres pela anulação de seus voos pagaram em média 205 libras (236 euros) por noite, contra 138 libras (159 euros) da média habitual.

 

Segundo o CEBR, os prejuízos causados pela nuvem de cinzas procedente do vulcão somaram aproximadamente 1,3 bilhões de libras (1,5 bilhões de euros) no final da semana passada. Embora se espere que as companhias aéreas solicitem ajuda da Europa após a crise das cinzas vulcânicas, o mais provável é que esse dinheiro só cubra uma pequena fração das perdas totais.

 

Já a Comissão Europeia estimou nesta terça-feira, 27, que as perdas possam somar entre 1,5 bilhão e 2,5 bilhões de euros, segundo dados fornecidos pelos prejudicados (companhias aéreas, aeroportos e agências turísticas).

 

O comissário de Transportes da UE, Siim Kallas, disse, porém, que os números ainda são preliminares. Segundo ele, além do impacto para companhias aéreas e aeroportos, há também outras perdas, como as registradas pelas agências de turismo.

 

No entanto, o comissário explicou que, no que se refere ao turismo, é preciso tratar o assunto com prudência. Embora muitas agências tenham perdido dinheiro com a crise, os hotéis, por outro lado, acabaram se beneficiando da situação para hospedar os passageiros que não puderam viajar no dia previsto.

 

"Tentamos levar em conta esses números mais elevados de outros setores também, mas não queremos complicar as coisas. Portanto, devemos nos concentrar primeiro no impacto para o setor aéreo, companhias aéreas e aeroportos", declarou.

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