Preços devem subir por causa da alta do dólar

A partir do próximo mês, produtos como pão, macarrão, eletroeletrônicos e automóveis e serviços como energia e telefonia vão ficar mais caros. A alta do dólar é responsável pela maior parte desses aumentos que coincidem com as datas de reajustes de alguns serviços públicos.No setor energético, os analistas esperam uma alta de 15% nas tarifas praticadas pela Eletropaulo. O aumento previsto para os preços da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que atende um terço do Estado é de até 17%. O que está pressionando os preços ao consumidor é a cotação em dólar da energia fornecida pela Hidrelétrica de Itaipú, responsável por 25% do consumo do país. Além disso, com a queda da produção de energia hidrelétrica, as usinas termoelétricas aumentam a produção o que aumenta os custos, que são rateados entre as distribuidoras.A energia elétrica representa 3,4% do orçamento de uma família com renda até 40 salários mínimos, cujo perfil de consumo é usado para o cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) usado para medir a inflação.Para junho também estão previstos os aumentos das tarifas de telefonia fixa e a expectativa dos analistas do setor é de que este percentual fique entre 8% e 9% no caso da Telefônica. O reajuste é feito pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas, descontado um fator de produtividade de cada empresa.No caso dos automóveis, o grande número de componentes importados é a principal causa dos aumentos previstos para breve. Segundo o economista do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Robson Gonçalvez, a compra de insumos importados pela indústria se ampliou nos últimos anos. Esta também é a causa do aumento de preços dos eletroeletrônicos, que pode chegar a 8%. Itens como televisões com telas maiores e DVDs, com muitas peças importadas, devem sofrer a maior alta.Os produtos derivados de trigo, como o macarrão, também serão aumentados em 8%. Segundo Alexandre Rodrigues, coordenador de marketing da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), algumas empresas já estão praticando os novos preços. Hoje cerca de 80% do grão consumido no País é importado e a alta da tonelada de 31,6% desde dezembro do ano passado a ainda não foi repassada. "O pão também deve sofrer aumentos de 8%." Mas o Sindicato da Indústria de Panificação de São Paulo diz que há estoque para 45 dias e o repasse vai demorar para acontecer.

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