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Preços disparam em todos os setores na Argentina

As idas e vindas do dólar no mercado cambial argentino colocaram os comerciantes deste país em polvorosa. Temendo a volta da hiper-inflação de 1989, os comerciantes se anteciparam aos eventos, e implementaram aumentos nos preços de seus produtos. Desde aquarta-feira da semana passada até esta quarta-feira, os preços dos produtos da cesta básica tiveram um aumento em média de 25,6%.O anúncio foi feito pela Federação Argentina de Empregados do Comércio (Faecys), que também informou que o aumento acumulado desde o início deste mês já foi de 92%. A carne, elemento tradicional na mesa dos argentinos, ficará um pouco mais escassa, já que teve um aumento de 22% desde a segunda-feira. Muitos pecuaristas, diante da escalada do dólar, temem vender e ficarem descapitalizados.O setor de medicamentos também registrou uma disparada nos preços. Na última semana, mais de cinco mil medicamentos (50% dos remédios comercializados no país) tiveram um aumento de preços entre 15% e 35%. A Câmara Argentina de Farmácias argumenta que a culpa dos aumentos dos preços é das indústrias farmacêuticas. Segundo Rodolfo Barrero, se o dólar chegar novamente a 4,00 pesos, os aumentos dos preços dos medicamentos poderia subir a 60%. Barrero também alega que as indústrias não estão entregando as encomendas feitas.A CILFA, associação que renúne as indústrias do setor, afirmam que as culpadas são as farmácias, que estão realizando estoques ilegais.O setor está passando por um desabastecimento sem precedentes de medicamentos, muitos dos quais são importados. Diante desse cenário,diversas farmácias tiveram que fechar suas portas temporariamente, até que a situação seja normalizada.Grande parte das farmácias que permanecem abertas suspenderam os descontos que realizavam para os filiados a planos de saúde ou a Previdência.Para evitar a fúria da população, o governo do presidente Eduardo Duhalde determinou o estabelecimento de uma cesta básica de 243medicamentos, com preços congelados. A indústria farmacêutica, a contra-gosto, aceitou a cesta. Mas a medida não estaria funcionando. Os clientes das farmácias afirmam que geralmente, os comércios alegam que os produtos da cesta de medicamentos ?já acabaram?. O governo sustenta que se essa situação permanecer, punirá as farmácias que estejam estocando os medicamentos de primeira necessidade.O desabastecimento também está atingindo os hospitais. Segundo a Associação de Médicos Municipais o número de operações diminuiuaceleradamente a cada semana porque os hospitais não possuem os insumosnecessários.Alguns hospitais, como o Tornú, encomendaram máscaras hospitalares,mas, na incerteza de onde o dólar chegará, ninguém lhes quis vender. Sem CartõesA Câmara de Atividades Mercantis Empresariais (CAME) recomendou a seus filiados que não aceitem os cartões de crédito, pelo menos temporiamente. A CAME considera que vender um produto hoje e receber o dinheiro daqui a 21 dias, é correr o risco que a moedades valorize nesse intervalo.Leia o especial

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