Preços do petróleo caem em negociação extraordinária

Os preços dos contratos futuros de petróleo caíram de forma acentuada nas negociações realizadas extraordinariamente neste domingo no mercado internacional, diante da percepção de que os danos causados pelo furacão Rita às refinarias foram menores do que era temido. Na última semana, os preços do petróleo mantiveram-se em alta à medida que o Rita passava pelo Golfo do México como um furacão de categoria 4, mas caíram na última sexta-feira com o enfraquecimento da tormenta antes da chegada ao continente no início da manhã do último Sábado. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo leve para entrega em novembro era negociado em US$ 62,80, em queda de US$ 1,40, próximo às 14h (horário de Brasília). No mesmo horário, o óleo para calefação caía 6,15 centavos de dólar para US$ 1,8870 por galão, enquanto os preços da gasolina comum registravam queda de 10,46 centavos de dólar para US$ 1,9805 por galão. Em Londres, na International Petroleum Exchange (IPE), que teve abertura dos negócios mais cedo do que o usual, os preços futuros do petróleo Brent caíram US$ 2,59 para US$ 62,01. A Nymex e a IPE ofereceram horários ampliados de negociações neste domingo na expectativa de abrandar qualquer volatilidade que poderia resultar do furacão Rita. No entanto, diante da relativa ausência de danos derivados do Rita, especialmente em comparação à devastação do furacão Katrina, as negociações foram leves. O Rita causou prejuízo a algumas refinarias no Texas. A refinaria Valero Energy Corp., em Port Arthur (Texas), que produz 255 mil barris por dia, pode ficar fora de operação de duas semanas a dois meses em virtude dos danos causados. A Motiva Enterprise Inc. e a Citgo Petroleum Corp. também divulgaram prejuízos nas unidades em Port Arthur e na cidade de Lake Charles (Louisiana), respectivamente. Contudo, outras refinarias na área de Houston administradas pelas Exxon Mobil Corp., BP PLC, Marathon Petroleum Co. e Valero aparentam ter sofrido apenas prejuízos menores.

Agencia Estado,

25 Setembro 2005 | 21h21

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