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Preços do varejo têm maior queda desde agosto

Os preços cobrados do consumidor pela rede varejista da Região Metropolitana de São Paulo caíram 0,39% em maio, principalmente por conta do produtos vendidos em feiras livres. O dado, divulgado nesta quarta-feira, faz parte do Índice de Preços ao Varejo (IPV) da Federação do Comércio do Estado (Fecomercio-SP). De acordo com o Departamento Econômico da federação, esta é a menor taxa registrada por este indicador desde agosto de 2005, a segunda deflação consecutiva e a terceira no ano. Os produtos vendidos em feiras livres ficaram 5,22% mais baratos. Entre os destaques estão as verduras, com retração de 9,97%; seguidas pelas frutas, com -5,40%; e legumes, com -4,11%.Os preços negativos dos produtos in natura influenciaram também a inflação dos supermercados, o de maior peso na composição do IPV, com 32,2%. Neste segmento, a queda geral foi de 0,50% e reflete o comportamento das frutas (-10,08%), tubérculos (-8,53%), verduras (-7,44) e legumes (-2,72%).Outros grupos A queda do IPV no mês passado também teve muito da deflação de 1,46% dos preços cobrados pelos produtos eletroeletrônicos. Em abril, o segmento já havia mostrado uma redução de 2,09%. A previsão para os próximos meses, no entanto, é de que estes produtos mostrem alguma valorização em decorrência da pequena elevação do dólar frente o real.O grupo formado pelos combustíveis e lubrificantes encerrou o mês de maio apresentando uma queda de 2,55%. A abertura deste grupo revela uma queda isolada de 2,66% nos preços dos combustíveis e de 0,68% nos lubrificantes e óleos. A safra da cana-de-açúcar está por trás de parte desta queda do grupo combustíveis, afirmam os analistas da Fecomércio.Já os grupos açougues e vestuário tiveram altas de 2,04% e de 0,32%, pela ordem. No primeiro, conforme explicam os economistas da Fecomercio, a pressão nos preços de insumos, como milho e calefação, necessários para criação de aves foi o que levou o grupo açougues ter o seu primeiro resultado positivo no ano. No grupo Vestuário, a queda veio pela força da troca de coleção primavera-verão pela de outono-inverno. E o destaque foram as roupas femininas (0,48%).Os outros grupos que acusaram alta de preços em maio foram floricultura (3,60%), relojoaria (3,28%), material de construção (0,97%), ótica (0,67%) e livraria (0,40%).

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